- O governador Cláudio Castro renunciou ao cargo na segunda-feira, 23, em meio a julgado no Tribunal Superior Eleitoral relacionado ao Caso Ceperj.
- Com a renúncia, o presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, assumiu o governo já que o estado não tem vice-governador desde maio.
- O presidente eleito da Alerj, Rodrigo Bacellar, foi afastado em dezembro por decisão do Supremo Tribunal Federal; Guilherme Delaroli comandou a Alerj interinamente desde então.
- Hoje, Douglas Ruas foi eleito presidente da Alerj, assumindo o governo interinamente até o fim de abril, quando ocorrerão eleições indiretas para escolha de um novo governador; Ruas é pré-candidato.
- A eleição indireta na Alerj será disputada por candidatos indicados pelos partidos, exige maioria absoluta dos votos e pode haver segundo turno; nomes já cogitados incluem André Ceciliano e Renata Souza.
Alerj e Rio de Janeiro entram em novo compasso político após a eleição da Mesa da Assembleia. Douglas Ruas (PL) foi escolhido presidente da Alerj, o que provocou a transição para o terceiro governador em quatro dias. O movimento ocorre em meio a decisões judiciais envolvendo governança e mandatos anteriores.
Na segunda-feira, Cláudio Castro (PL) renunciou ao cargo de governador do Rio. A medida ocorreu em meio a um julgamento no TSE sobre alegados desvios de 2022 no chamado Caso Ceperj, que envolveu contratações secretas de milhares de cabos eleitorais. A renúncia abriu espaço para nova gestão no Estado.
Com a renúncia, a gestão estadual ficou sem vice-governador desde maio, e o papel de comando recaiu sobre o presidente do Tribunal de Justiça. A situação também provocou a substituição interina da liderança da Alerj, já que o atual presidente eleito não podia assumir de imediato.
O ato de hoje devolve a presidência da Alerj a um nome eleito pelo Legislativo. Ruas assume o governo interinamente até o fim de abril, quando está prevista uma eleição indireta para definir o novo governador. Ruas concorre sob o apoio de seu partido e de aliados regionais.
Sobre a eleição indireta na Alerj, a regra determina voto aberto entre candidatos indicados pelos partidos. Não é obrigatório que o candidato seja deputado; cada legenda pode indicar um candidato a governador e outro a vice. A maior parte dos votos, descartando brancos e nulos, define o vencedor; caso não haja maioria, há segundo turno entre as duas chapas vencedoras.
Alguns nomes já aparecem como pré-candidatos à eleição indireta. Além de Ruas, com apoio do PL, outros nomes que ganham atenção são André Ceciliano (PT) e Renata Souza (PSOL). A composição da disputa pode alterar o peso político das siglas no cenário estadual.
Na terça-feira, o TSE considerou Castro culpado no caso Ceperj, aplicando inelegibilidade de oito anos. O julgamento teve resultado de 5 a 2, com alguns ministros votando pela inegibilidade. A decisão reforça a complexidade institucional que envolve a transição atual.
Hoje, deputados de diferentes espectros acionaram a Justiça contra a eleição de Ruas na Alerj. MDB, PCdoB, PSB, PSD, PSOL e PT questionam o processo, apontando supostos problemas na convocação e na condução do pleito para presidente da Casa. O objetivo é esclarecer a legalidade do ato.
A situação revela uma sequência de mudanças rápidas no possível futuro político do Rio de Janeiro. As próximas semanas devem esclarecer quem assume o estado após a eleição indireta e como as disputas judiciais influenciarão o ambiente institucional.
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