- Delcy Rodríguez anunciou, em post nas redes sociais, a renovação de todo o alto comando militar, após demitir o ministro da Defesa, próximo a Maduro, e promovê-lo ao cargo de ex-chefe de inteligência.
- A mudança ocorre um dia depois da demissão do ministro da Defesa e da nomeação de um ex-chefe de inteligência para a sua função.
- Rodríguez, presidente interina, tenta governar sob pressão dos Estados Unidos, mantendo apoio de setores da elite militar e buscando equilibrar demandas externas com lealdades internas.
- A venezuelana assinou uma lei de amnistia para libertar presos políticos e alterou regras de petróleo e mineração para facilitar o acesso ao patrimônio natural.
- O alto comando militar, que depende de Rodríguez, controla setores como petróleo, mineração, distribuição de alimentos, além de alfândega e ministérios estratégicos.
Delcy Rodríguez anunciou nesta semana a troca completa dos comandantes militares de alto escalão da Venezuela. A medida ocorre após a demissão do ministro da defesa, nomeado próximo ao governo de Nicolás Maduro, que foi removido do cargo em meio a uma crise política e pressões externas.
A nova composição do alto comando foi divulgada pela interim president em publicação nas redes sociais, um dia depois da substituição do ministro da defesa. O indicado para chefiar a pasta foi um ex-chefe de inteligência, sinalizando alinhamento com as exigências de Washington.
A Venezuela enfrenta uma conjuntura econômica difícil, com problemas de abastecimento e uma economia em retração. O anúncio visa reorganizar as forças armadas para sustentar a liderança de Delcy Rodríguez, que permanece sob pressão internacional.
Quem está envolvido inclui Rodríguez, já ligada ao governo como vice-presidente de Maduro, e o novo comandante militar, ex-chefe de inteligência. O ex-ministro da defesa demitido havia mantido relação próxima com Maduro.
O país continua sob o escrutínio externo após a retirada de Maduro em operações respaldadas pelos EUA e após o exilamento dele para Nova York, onde enfrenta acusações federais. A força militar permanece como bloco poderoso no cenário político.
Há relatos de que as mudanças visam estabilizar o controle institucional sobre setores estratégicos, como petróleo e mineração, além de logística de alimentação. O objetivo, conforme autoridades, é manter a governabilidade em meio a tensões políticas.
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