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Irã diz que quem ajudar a reabrir Ormuz será cúmplice dos EUA

Irã afirma que qualquer país que ajudar a reabrir Ormuz será cúmplice da agressão dos EUA e promete responder a tentativas de romper o bloqueio

Chanceler iraniano Abbas Araqchi em Istambul
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  • O Irã afirmou que qualquer país que ajude a reabrir o Estreito de Ormuz será cúmplice da agressão dos Estados Unidos.
  • O aviso foi feito pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, em Istambul, durante reunião de chanceleres do Oriente Médio.
  • O Estreito conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é crucial para o transporte de petróleo; o Irã controla o tráfego e manteve o bloqueio.
  • O governo iraniano disse estar preparado para responder a tentativas de romper o bloqueio e não tolerará interferência externa.
  • O Irã informou estar disposto a diálogo regional para assegurar estabilidade no Estreito, desde que haja respeito à sua segurança nacional.

O Irã afirmou nesta segunda-feira (19) que qualquer país que ajude a reabrir o Estreito de Ormuz será cúmplice dos Estados Unidos na agressão e nos crimes contra o Irã. A declaração foi feita como resposta a tentativas de romper o bloqueio imposto pelo país.

O chanceler Abbas Araqchi fez as observações em Istambul, durante uma reunião de ministros das Relações Exteriores de países da região. Ele afirmou que o Irã está preparado para responder a qualquer ação que vise abrir o estreito sob controle iraniano.

O Estreito de Ormuz é uma passagem estratégica que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar da Arábia, servindo como rota vital para o petróleo de várias nações, entre elas Arábia Saudita, Emirados Árabes e Kuwait. O bloqueio iraniano tem gerado preocupação internacional.

Contexto

O Irã sustenta que a medida é uma resposta às sanções econômicas impostas pelos EUA e que não permitirá que o estreito seja utilizado para atividades que prejudiquem sua segurança nacional. A comunidade internacional tem feito pressão para a passagem segura de navios na região.

O chanceler ressaltou que o Irã está aberto ao diálogo com países da região para garantir estabilidade, mas não aceitará interferências externas. A tensão permanece elevada, mantendo o risco de escaladas militares na área.

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