- O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, responde a processo no Tribunal Superior Eleitoral relacionado ao caso Ceperj, e o desfecho pode alterar seu caminho político.
- Em caso de condenação, a chapa que o elegeu perde a validade, ele fica inelegível por oito anos e pode perder o cargo, com possibilidade de recurso ao Supremo Tribunal Federal.
- Uma decisão contrária ao governador impediria o registro de candidatura pela Lei da Ficha Limpa, tornando provável que Castro não dispute o Senado neste ano.
- Se houver recurso, ele pode concorrer com candidatura sub judice, recebendo votos até a decisão final, e, se eleito, poderia ser diplomado provisoriamente.
- Absolvido, Castro pode deixar o cargo até o dia 3 de abril para concorrer ao Senado em outubro; a renúncia é citada como outra possibilidade, com eleição indireta possivelmente ocorrendo.
Cláudio Castro (PL), governador do Rio de Janeiro, pode ter futuro político mais próximo definido pelo desfecho do processo no TSE. A ação envolve abuso de poder político e econômico, ligado ao caso Ceperj. O julgamento acontece em Brasília e pode alterar de forma relevante a composição do quadro eleitoral de 2026.
A linha do tempo indica que o Tribunal Superior Eleitoral analisa a cassação da chapa que elegeu Castro em 2022. A decisão pode tornar o governador inelegível por oito anos ou permitir que ele concorra ao Senado mesmo em risco de eventual cassação, dependendo do encaminhamento do processo.
Situação no TSE e cenários
Caso o TSE condene Castro e cassar a chapa, ele fica inelegível e perde o cargo. Especialistas consultados pelo UOL apontam ainda a possibilidade de recursos ao STF. A decisão colegiada pode ser questionada por meio de embargos de declaração ou recurso extraordinário.
Se houver recurso, Castro pode concorrer com a candidatura *sub judice*, isto é, em apreciação. Enquanto a Justiça não fornecer decisão final, ele pode fazer campanha e receber votos. Ele poderia ser diplomado mesmo sob risco de definição posterior.
Caso seja absolvido, o governador poderia deixar o cargo para concorrer ao Senado no pleito de outubro. A renúncia exigiria saída até o dia 3 de abril, para cumprir a janela de desincompatibilização e viabilizar a candidatura.
Desenlaces julgados e prazos
Uma terceira via envolve renúncia, discutida por políticos do Rio, que permitiria manter o trâmite do processo sem a pressa de definição. Nessa hipótese, Castro manteria atuação política com menor urgência de resolução, mantendo possibilidade de concorrer caso haja inocência.
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