- UE pediu à Organização das Nações Unidas uma iniciativa para permitir exportação de petróleo pelo Estreito de Ormuz, similar ao acordo que saiu os cereais da Ucrânia.
- A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, afirmou ter discutido com o secretário-geral António Guterres a viabilidade de implementar esse mecanismo, destacando riscos para o abastecimento, especialmente na Ásia e para fertilizantes.
- Ela lembrou o acordo do Mar Negro, mediado pela ONU e pela Turquia em 2022, que autorizou exportações de cereais da Ucrânia; a Rússia suspendeu o acordo em julho de 2023.
- Hoje, os ministros vão também avaliar mudanças no mandato da missão Aspides, destinada a proteger navios no Mar Vermelho; a França já comentou sobre criar uma missão para Ormuz.
- Kallas afirmou que Ormuz não está na área da Otan, mas há interesse europeu, com contato pós EUA para discutir o que pode ser feito de forma rápida para manter o estreito aberto.
A UE pediu à ONU uma iniciativa para liberar exportações de petróleo pelo Estreito de Ormuz, buscando um mecanismo semelhante ao usado para retirar cereais da Ucrânia. A ideia foi apresentada pela chefe da diplomacia da UE, em Bruxelas.
Ao chegar para a reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros, Kaja Kallas explicou que o bloqueio do Estreito de Ormuz representa um risco ao abastecimento de petróleo, especialmente para a Ásia, e pode afetar fertilizantes.
Ela lembrou a operação de cereais do Mar Negro, mediada pela ONU e pela Turquia em julho de 2022, que permitiu exportações ucranianas mesmo com a guerra, até a Rússia suspender o acordo em 2023.
Contexto e próximos passos
Kallas disse que os ministros também vão avaliar a possibilidade de adaptar a missão Aspides, já atuante para proteger navios no Mar Vermelho, para a região do Estreito de Ormuz.
Ela citou a reação da França, que anunciou uma missão própria para abrir o estreito, e afirmou que é preciso avaliar o que pode ser operacional mais rapidamente.
A chefe da diplomacia ressaltou que houve contato com os EUA em múltiplos níveis sobre o tema, destacando que o Estreito de Ormuz não fica na zona de atuação da OTAN.
Perspectivas e agenda
Segundo Kallas, o objetivo é manter a circulação marítima segura na região, com foco no interesse europeu, após declarações do presidente dos EUA sobre a importância de apoio dos aliados à abertura do estreito.
Ela observou que a discussão ocorre no contexto da reunião de ministros da UE, que também avaliam o impacto da guerra no Irã e a possibilidade de reforçar a presença naval para a região.
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