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PM belga critica apelo de normalizar relações com a Rússia para reduzir energia

Primeiro-ministro belga Bart De Wever é criticado por sugerir normalizar relações com a Rússia para reduzir custos de energia, diante de críticas à coesão europeia

Bart De Wever claimed other European leaders agreed with him in private ‘but no one dares say it out loud.” Photograph: Denis Balibouse/Reuters
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  • O primeiro-ministro belga Bart De Wever foi criticado por sugerir normalizar relações com a Rússia para reestabelecer energia barata.
  • O ministro dos Negócios Estrangeiros, Maxime Prévot, disse que isso daria exatamente o que a Rússia quer e ampliaria o risco para a unidade europeia.
  • O ministro das Relações Exteriores da Lituânia, Kęstutis Budrys, lembrou que as exigências de Moscou em dois mil e vinte e um permanecem relevantes para as negociações atuais.
  • A União Europeia planeja eliminar o gás russo até novembro de dois mil e vinte e sete e também pretende deixar de importar petróleo russo até o fim do mesmo ano.
  • O comissário de Energia da UE, Dan Jørgensen, afirmou que é importante cumprir essas metas e evitar voltar a depender da energia russa.

O primeiro-ministro belga Bart De Wever gerou controvérsia ao defender a normalização das relações com a Rússia para restabelecer fornecimento de energia barato. O posicionamento foi proferido no sábado e ganhou grasse de críticas dentro da Bélgica e no exterior.

De Wever sugeriu que a União Europeia should fazer um acordo com a Rússia para reacender o acesso a energia barata, afirmando que a Europa precisa rearmar ao mesmo tempo em que normaliza relações com Moscou. A declaração ocorreu em entrevista ao jornal Lecho.

O chanceler belga Maxime Prévot afastou a leitura de que a normalização seja sinal de fraqueza. Ele disse que a Rússia não participa de negociações em condições iguais e defende a manutenção da unidade europeia frente às demandas de Moscou.

Reações e contexto internacional

O ministro das Relações Exteriores da Lituânia, Kęstutis Budrys, lembrou demandas históricas da Rússia de 2021, associando-as a próximos embates sobre a presença militar da Otan e a cooperação energética. Ele ressaltou a necessidade de manter posição firme da Europa.

Prévot, que integra o mesmo espectro político de De Wever, reiterou que facilitar pressão seria atender aos objetivos de Moscou e prejudicar a coesão europeia, especialmente num momento de negociações com a Rússia sobre ativos congelados.

A UE avança com planos de reduzir drasticamente a dependência energética da Rússia. A comissária de Energia, Dan Jørgensen, destacou que manter metas ajuda a evitar chantagem energética de Moscou e que repetir erros do passado seria um equívoco.

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