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EUA: Trump não tinha plano para evacuar cidadãos após ataque no Irã

Americanos no Oriente Médio criticam governo por não ter plano de retirada após ataque; relatos de desamparo e atraso na repatriação

White House press secretary Karoline Leavitt displays steps for US citizens in the Middle East to take after US strikes on Iran on 4 March.
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  • cidadãos norte-americanos no Oriente Médio dizem estar irritados com o Departamento de Estado, alegando não ter um “plano de backup” para deixar a região após o início da guerra entre EUA e Irã.
  • relatos mostram que pessoas buscaram informações e apoio, mas enfrentaram dificuldades de contato e sensação de abandono, com relatos de respostas lentas e pouca assistência direta.
  • o porta-voz do Departamento de Estado afirmou que, por meio de uma Força-Tarefa, foram oferecidas orientações de segurança e assistência de viagem a cerca de trinta e dois mil americanos impactados; muitos recusaram assentos oferecidos, preferindo ficar no país ou usar voos comerciais.
  • testemunhos citam episódios de desorientação e atrasos na saída de Abu Dhabi, Bahrain e outros locais, incluindo dificuldades para contato com consulados e esforço para encontrar rotas seguras de retorno.
  • o governo informou ter organizado quase cinquenta voos charter para retornar cidadãos desde o início do conflito; alguns norte-americanos optaram por voos comerciais ou viajaram por vias alternativas, com relatos de medo e interrupção durante o trajeto.

Um grupo de cidadãos norte-americanos residindo no Oriente Médio afirma estar insatisfeito com o Departamento de Estado dos EUA após o início da ofensiva entre EUA e Israel contra o Irã. Eles relatam falta de apoio logístico e de um plano de saída claro nos dias seguintes ao início do conflito.

Dylan, 31 anos, professor em Bahrain, relatou ter buscado auxílio junto à embaixada e ao Departamento de Estado sem sucesso, descrevendo dificuldade de contato durante a crise. Ele diz ter passado dias abrigado em uma escola, acompanhando explosões e sirenes, e acabou recebendo instruções de autoridades de outros países, como o consulado britânico.

Ashley, moradora de Abu Dhabi, relata que tentou obter informações por meio do Departamento de Estado, mas sem respostas rápidas. Ela descreve um memorando emitido no dia 2 de março ordenando a saída imediata de cidadãos, embora as vias de saída estivessem gradualmente se fechando. A viagem teve de ser reorganizada com ajuda de voos comerciais.

Aaliyya, cidadã com filho pequeno, vive em Abu Dhabi desde 2023 e diz ter sido informada de uma rota para Atenas pelo governo americano, mas preferiu pagar um voo direto para os EUA. Ela afirma ter sentido falta de comunicação eficaz e que o retorno definitivo envolve incertezas sobre o apoio futuro.

Segundo o Departamento de Estado, a força-tarefa da casa alta do governo tem oferecido orientações de segurança e assistência a cerca de 32 mil americanos afetados. A autoridades destacam que a maioria recusou assentos em voos disponíveis, optando por ficar no país ou por opções comerciais.

Até o momento, o governo informou ter organizado quase 50 voos charter para repatriar cidadãos dos EUA na região desde o início do conflito. Ainda assim, relatos de dificuldades de contato persistem entre alguns cidadãos.

Situação de comunicação e prazos

Alguns entrevistados mencionam atraso na repatriação e críticas à comunicação oficial. Fontes oficiais indicaram que as operações de retirada ocorreram com base em necessidades individuais e disponibilidade de voos, sem indicar um cronograma único para todos.

Com a intensificação dos ataques, cidadãos relataram sentir-se vulneráveis e dependentes de redes informais para obter informações. O episódio também gerou críticas sobre a eficácia das medidas de proteção de civis adotadas pela administração.

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