- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu a aliados que ajudem a assegurar o estreito de Hormuz, afirmando ter contatado sete países; citou China, França, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e outros.
- O estreito continua praticamente fechado, cortando cerca de um quinto do abastecimento mundial de petróleo.
- Japão não planeja enviar navios de escolta e avalia ações dentro do marco legal.
- Austrália não enviará navios e não foi solicitada nem está contribuindo.
- Primeiro-ministro britânico Keir Starmer discutiu com Trump a necessidade de reabrir o estreito, e as conversas com o Canadá sobre o conflito no Oriente Médio devem continuar.
Trump pediu neste fim de semana que aliados enviem navios para selar o Estreito de Hormuz, passo estratégico entre Irã e Omã, atingido por ataques iranianos. A medida ocorre no contexto do conflito entre EUA e Irã, já na terceira semana.
O objetivo é reabrir a passagem marítima que hoje permanece parcialmente fechada, dificultando o tráfego de petróleo e mercadorias. Trump afirmou que já contatou sete países, sem divulgar os nomes, citando China, França, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e outras nações.
A seguir, as respostas de alguns países à chamada dos EUA, conforme fontes oficiais e declarações públicas.
JAPÃO
O governo japonês não planeja, no momento, despachar navios para escoltar barcos no Oriente Médio. A primeira-ministra interina, Sanae Takaichi, afirmou que não houve decisão nesse sentido e que o país avalia ações possíveis dentro da lei.
AUSTRÁLIA
Segundo Catherine King, ministra do gabinete do primeiro-ministro Anthony Albanese, nenhum navio será enviado para o Estreito de Hormuz. O país reconhece a importância da região, mas não foi solicitado a atuar.
COREENA DO SUL
A presidência sul-coreana informou que haverá comunicação estreita com os EUA e uma decisão será tomada após avaliação cuidadosa. O objetivo é alinhar ações com a cooperação dos aliados.
REINO UNIDO
O premiê Keir Starmer discutiu com Trump a necessidade de reabrir o Estreito para reduzir impactos no comércio global, segundo uma porta-voz de Downing Street. Starmer manteve ainda diálogo com o Canadá para continuidade das tratativas.
Entre na conversa da comunidade