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UE rejeita decisão dos EUA de levantar parcialmente sanções ao petróleo russo

UE rejeita decisão dos EUA de levantar parcialmente as sanções ao petróleo russo, dizendo que é erro que aumenta recursos de Moscou e atrasa negociação de paz

El presidente del Consejo Europeo, António Costo, en la sede de Bruselas.
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  • A União Europeia rejeita a decisão dos Estados Unidos de levantar parcialmente as sanções sobre o petróleo russo; António Costa afirmou que é uma medida “muito preocupante”.
  • O chanceler alemão, Friedrich Merz, chamou a medida de erro e disse que ela não resolve o problema, apenas atenua as pressões sobre preços.
  • A UE já dizia que não é tempo de afrouxar sanções; Moscou estaria ganhando cerca de 150 milhões de dólares adicionais com as vendas de petróleo desde o início do conflito no Oriente Médio.
  • O bloco negocia o vigésimo pacote de sanções contra a Rússia, mas enfrenta resistência de Hungria e Eslováquia, que costumam ter maior alinhamento com Moscou.
  • França e Alemanha alertaram que suavizar as sanções pode fortalecer a Rússia e financiar sua guerra; Macron citou possível ganho de até 10 bilhões de dólares para Rússia com a medida dos EUA.

O blocos de sancões contra a Rússia continuam em foco na União Europeia após a leitura de que Washington pretende suspender parcialmente o embargo ao petróleo russo. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, classificou a decisão de “muito preocupante” e o chanceler alemão, Friedrich Merz, chamou de “erro” a medida anunciada nos Estados Unidos. A gravidade está relacionada ao impacto potencial sobre os preços dos combustíveis fósseis.

Desde o início do conflito na região, a UE tem mantido as sanções para reduzir as receitas do Kremlin. A Comissão Europeia já havia alertado que flexibilizar as medidas poderia favorecer Moscou, conforme reiterou a porta-voz Paula Pinho, acrescentando que as vendas adicionais de crude desde o início do conflito haviam gerado ganhos expressivos para o país.

A discussão ocorre em meio às negociações para o vigésimo pacote de sanções da UE, com resistência de Hungria e Eslováquia, que costumam manifestar maior alinhamento com Moscou. O objetivo da UE permanece reduzir fontes de renda do Kremlin e pressionar por uma negociação que vise uma paz estável e duradoura.

O tema ganha relevância após declarações de líderes do G7, que na semana anterior apoiaram a manutenção das sanções contra a Rússia. Mesmo assim, a decisão dos EUA provocou críticas na Europa, com o chanceler Merz cobrando esclarecimentos sobre os motivos da mudança de postura americana.

França, Itália e Alemanha reagiram de forma contundente, destacando os riscos de que a suavização das sanções fortaleça a capacidade de Moscou financiar a guerra. O presidente francês, Emmanuel Macron, apontou que a medida poderia permitir ganhos significativos para o esforço bélico russo e dificultar a busca por paz.

A discussão sobre a dependência energética da UE persiste, com vários países ainda dependendo fortemente do petróleo, gás ou carvão russos. Esse contexto mantém as tensões no Conselho, especialmente quando se discutem novos mecanismos de sanções e a renovação de medidas já vigentes.

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