- O presidente do Chile, Jose Antonio Kast, negou ter sido um erro convidar Flávio Bolsonaro para a posse.
- Kast afirmou que o convite não expressa preferência e que é comum convidar amigos de vida, mantendo relação com a família Bolsonaro.
- Disse ter o direito de convidar conhecidos para a cerimônia; Kast venceu em 2025 Jeannette Jara, da esquerda moderada.
- O líder chileno mencionou o encontro com Lula no Panamá; Lula não participou da posse em Santiago e a desistência teria relação com o convite a Flávio.
- Flávio Bolsonaro criticou a desistência de Lula, dizendo que o presidente “transborda intolerância”; o chanceler Mauro Vieira representou o Brasil na cerimônia.
O presidente do Chile, Jose Antonio Kast, afirmou que convidar Flávio Bolsonaro para a posse não foi um sinal de preferência política. Segundo Kast, ele é próximo da família Bolsonaro e não vê problema em receber o senador e pré-candidato ao Planalto. O convite foi feito para a cerimônia realizada na última quarta-feira.
Kast enfatizou ainda que tinha o direito de convidar conhecidos e amigos para a cerimônia de posse, destacando o caráter pessoal da mensagem. O líder chileno também mencionou que sua trajetória política é de forte alinhamento à direita conservadora, que o levou à vitória em 2025.
O encontro entre Kast e Lula no Panamá, em janeiro, é citado como peça relevante no cenário. Lula não participou da posse em Santiago, e a desistência teria contato com o convite feito a Flávio, o que seria o primeiro encontro entre o presidente brasileiro e o filho de Jair Bolsonaro desde a candidatura de Flávio.
Reações e desdobramentos
Flávio Bolsonaro criticou a recusa de Lula, afirmando que o líder brasileiro demonstra intolerância e dificuldade de conviver com posições distintas. O chanceler Mauro Vieira representou o Brasil na cerimônia chilena. A presença de representantes de governos distintos ampliou o foco sobre as relações diplomáticas entre Brasil e Chile.
Em 2022, o então presidente Gabriel Boric convidou Lula para a posse de modo similar, em meio à recusa de Bolsonaro na oportunidade. Na ocasião, o atual vice-presidente Hamilton Mourão participou da cerimônia brasileira, mantendo o padrão de engajamento entre as duas partidas.
Contexto diplomático
O episódio ressalta fragilidades e dinâmicas de cordialidade entre governos vizinhos da região. O tema envolve o equilíbrio entre relações institucionais e relações pessoais entre líderes de diferentes espectros ideológicos. A respeito do Brasil, o Ministério das Relações Exteriores não ofereceu comentários adicionais sobre o tema.
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