- Kast será empossado nesta quarta como próximo presidente do Chile, marcando a maior guinada à direita em décadas, num país líder mundial em cobre.
- A cerimônia ocorre em Valparaíso, com líderes da região presentes, como Javier Milei, Daniel Noboa e Santiago Peña.
- Ele assume o cargo do presidente de esquerda Gabriel Boric, em meio a preocupações da população com crime e economia.
- Kast prometeu endurecer migração e criminalidade, além de estimular o crescimento econômico por meio de desregulamentação, cortes de gastos e política pró-mercado.
- O contexto envolve tensões internacionais, como pressão dos EUA sobre um cabo submarino chinês e impactos da guerra no Irã; analista destaca necessidade de diplomacia.
Jose Antonio Kast será empossado nesta quarta-feira como o próximo presidente do Chile, marcando a maior guinada à direita em décadas. O ato ocorre em Valparaíso, sede do Congresso, mantendo o país em sintonia com a tendência conservadora da região.
Centenas de convidados estrangeiros desembarcaram para a cerimônia de transferência de poder. Entre eles estão líderes de Argentina, México e Paraguai, que vieram acompanhar a passagem de comando entre o governo de Sebastián Boric e o novo mandatário.
A posse acontece em meio a preocupações públicas com violência, criminalidade e condições da economia, que se combinam ao cenário externo, com volatilidade em mercados globais. Kast assume em meio a um momento de incertezas regionais.
Kast assume o cargo após vencer a eleição de 2021 e ingressa num governo que promete endurecer políticas migratórias e de segurança, além de buscar maior crescimento econômico por meio de desregulamentação e cortes de gastos.
Ao longo da transição, surgiram tensões entre o governo que sai e a equipe que chega, especialmente em relação a um possível cabo submarino chinês e pressões dos EUA sobre o tema, segundo analistas.
Contexto internacional e perspectivas
Analistas ressaltam que o novo governo precisará navegar um cenário internacional difícil, com a guerra no Oriente Médio e impactos no comércio global. A economia chilena, marcada por uma fase de crescimento, entra em um novo ciclo com esse governo.
Guillermo Holzmann, analista da Universidade de Valparaíso, aponta riscos econômicos e geopolíticos ligados ao Irã, à estratégia de segurança dos EUA na região e à influência chinesa na América Latina. A diplomacia será essencial.
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