- O ministro Dias Toffoli foi sorteado como relator de um mandado de segurança que solicita à Câmara dos Deputados a instalação de uma CPI para investigar supostas fraudes do Banco Master.
- A designação ocorreu nesta quarta-feira, dia 11, e Toffoli ainda pode se declarar impedido ou suspeito após o processo retornar ao seu gabinete.
- A ação foi proposta pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB) e teve apoio de mais de 200 parlamentares, cumprindo o requisito de pelo menos um terço dos membros da Câmara.
- A instalação da CPI depende da aprovação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que tem resistido ao pedido.
- Rollemberg afirma que há gravidade e possível influência de Vorcaro com integrantes dos Três Poderes, ressaltando que a apuração tem relevância nacional.
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, foi sorteado nesta quarta-feira, 11, como relator de um mandado de segurança que busca determinar à Câmara dos Deputados a instalação de uma CPI para investigar supostas fraudes no Banco Master. A ação foi protocolada pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB).
O deputado sustenta que a gravidade das fatos exige apuração parlamentar, com o objetivo de esclarecer operações envolvendo o Master e o BRB. O pedido já conta com o endosso de mais de um terço dos membros da Câmara, conforme a petição apresentada.
Apesar da escolha, Toffoli pode se declarar impedido ou suspeito ao analisar o caso, caso o processo chegue ao seu gabinete. A definição ocorre cerca de um mês após Toffoli ter saído da relatoria de investigações sobre o banco ligado a Daniel Vorcaro, em meio a críticas sobre possíveis vínculos com o empresário.
Rollemberg aponta que a atuação da CPI seria relevante para elucidar possíveis relações de Vorcaro com diversos setores do poder. O parlamentar afirma que a investigação parlamentar é necessária para preservar a confiança no sistema financeiro e na fiscalização do Congresso.
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