- O Planalto acionou o Ministério da Justiça para apurar vazamentos sigilosos do caso Master, após reunião com lideranças do governo.
- Gleisi Hoffmann orientou o ministro Wellington Lima a identificar a origem dos vazamentos e evitar seletividade.
- O governo teme que o caso se torne uma “nova Lava Jato” com vazamentos direcionados a alvos políticos, no ano eleitoral.
- O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, entregou provas a Edson Fachin; há insatisfação na Corte com a PF e o controle do governo.
- Lula busca reconciliação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre; auxiliares discutem linha de defesa e o presidente já cancelou viagem ao Chile.
O Palácio do Planalto decidiu agir para evitar o vazamento de informações sigilosas no caso Master. A ideia é impedir surpresas que possam influenciar o cenário político em ano eleitoral.
A ministra Gleisi Hoffmann orientou o ministro da Justiça, Wellington Lima, a apurar a origem dos vazamentos. A medida ocorreu após reunião com lideranças da Câmara e do Senado.
A preocupação é que o caso evolua para uma nova Lava Jato, com vazamentos seletivos para atingir rivais políticos. Governo trabalha para conter a disseminação de informações.
A decisão também representa um gesto ao STF, diante de relatos de insatisfação com a PF e com o que é visto como controle reduzido do governo sobre a investigação.
O Planalto aponta que o inquérito já aberto pela PF, na sexta-feira, atende aos mecanismos formais. Ainda assim, há vigilância para evitar novas exposições de autoridades.
Crise com Alcolumbre
No cenário, Lula busca acenar com estabilização da relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O deputado chegou a optar por não anular a quebra de sigilo de Lulinha, filho do presidente.
O telefonema entre Lula e Alcolumbre, no fim de semana, abriu espaço para um encontro presencial ainda nesta semana. A pauta inclui o caso Master, a indicação de Jorge Messias ao Supremo e a PEC da Segurança.
Auxiliares querem Lula mais presente
Assistentes de Lula avaliam que o governo não tem linha de comunicação definida sobre o Master. A presença pessoal do presidente ainda não está clara, dificultando coordenação de respostas.
Alguns ministros sugerem abordagem mais firme, conectando o Caso Master a ataques da direita, mas não há consenso sobre a estratégia. Viagens internacionais também.
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