- A Casa Branca desmentiu a afirmação do secretário de Energia dos EUA de que a Marinha escoltava petroleiro no Estreito de Ormuz; a porta-voz afirmou que não houve escolta até o momento.
- O governo iraniano também refutou a mensagem, com o porta-voz dos Guardiões da Revolução dizendo que forças iranianas não permitirão a exportação de petróleo até novo aviso.
- Desde dois de março, foram identificados mais de vinte navios comerciais atravessando o estreito, segundo a AFP com dados da Marine Traffic; nove petroleiros e dois navios de GNL transmitiram sinais.
- Outros navios passaram com transponders desligados para ocultar posição e voltam a aparecer no rastreamento apenas ao deixar a região.
- Washington tomou medidas para acalmar os mercados, oferecendo resseguro a empresas de navegação e apoio da Marinha; os preços do petróleo oscilaram bastante, chegando quase a setenta e nove dólares por barril, após ter subido significativamente.
O governo dos Estados Unidos fez uma correção nesta terça-feira, 10, ao dizer que sua Marinha não está escoltando nenhum petroleiro no Estreito de Ormuz. A afirmação partiu do secretário de Energia, Chris Wright, e foi rapidementemente rebatida pela Casa Branca.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou que não houve escolha de navio-tanque até o momento, ainda que a opção permaneça em aberto. A retratação ocorreu após reação negativa de Teerã.
Teerã reagiu à nota do secretário, negando a prática de escolta. Segundo autoridades iranianas, as forças externas não poderão exportar petróleo da região para aliados hostis sem aviso.
From 2 de março, dados da Marine Traffic indicam a passagem de mais de 20 navios comerciais pelo estreito, com alguns transponders desligados para ocultar posições. Nove petroleiros e dois navios de GNL foram identificados pela AFP entre os que transmitiram sinais.
Antes do conflito, a média diária de passagem pelo Estreito de Ormuz era de 138 navios. Washington adotou medidas para acalmar os mercados, oferecendo resseguro a navegadores e reforço da presença naval.
O petróleo sofreu oscilações acentuadas desde o início do confronto, com picos próximos a 120 dólares por barril e quedas subsequentes após declarações de líderes.
O confronto já envolveu ataques a depósitos de petróleo no Irã e ações contra infraestruturas energéticas em países do Golfo, que antes eram considerados estáveis.
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