- O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, disse que o país está preparado para interromper todos os carregamentos para a Ucrânia que passem pelo território húngaro, em meio à disputa sobre o gás russo pela tubulação Druzhba.
- A tensão cresce após Orbán ter bloqueado o pagamento de um empréstimo da União Europeia de € 90 bilhões à Ucrânia e a adoção de sanções contra a Rússia.
- Zelenskyy afirmou que espera que alguém na UE não bloqueie o empréstimo e que os combatentes ucranianos recebam armas; Orbán disse que as palavras de Zelenskyy o ameaçam.
- A ministra de Relações Exteriores da Ucrânia disse que cinco funcionários do banco estatal Oschadbank teriam sido “tomados como reféns” ao transportarem dinheiro e ouro pela Hungria; a Oschadbank confirmou o veículo próximo a uma delegacia em Budapeste.
- O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, apoiou publicly Zelenskyy, pedindo que líderes da UE se distanciem das declarações consideradas blackmailing; o cenário ocorre durante a crise entre Hungria e Ucrânia.
O primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán disse estar disposto a interromper todos os envios para a Ucrânia que passem pelo território da Hungria, em meio à disputa em torno do oleoduto Druzhba. A tensão aumenta após o fechamento temporário do canal que leva petróleo russo a Hungria e à Eslováquia, suspeito de ter sido danificado por ataques russos em janeiro.
Orbán vem adotando uma postura cada vez mais combativa na campanha eleitoral interna, incluindo críticas públicas à Ucrânia. O governo húngaro já bloqueou o empréstimo da UE de 90 bilhões de euros para a Ucrânia e a adoção de novas sanções contra a Rússia, em atos anteriores que inflamaram o atrito entre os dois países.
Ontem, autoridades ucranianas acusaram a Hungria de sequestrar funcionários e bens de uma estatal de Kyiv durante o transporte de valores, enquanto Orbán sinalizou que poderia interromper saídas de petróleo pela fronteira — medida que escalaria o conflito com a Ucrânia. Em reação, o premiê eslovaco Robert Fico pediu cautela e pediu que membros da UE se descolassem de declarações consideradas chantagistas.
Oschadbank confirmou o extravio de pessoal e de valores durante o deslocamento por vias húngaras, e pediu a liberação imediata dos empregados e dos ativos. Segundo a instituição, os veículos de transporte estavam com GPS próximo a uma delegacia central em Budapeste. A guarda de informações não detalhou o estado dos trabalhadores.
Orbán afirmou, em entrevista à rádio estatal, que a Hungria está preparada para suspender completamente os devidos envios para a Ucrânia pelo território húngaro. O líder também recebeu apoio público de Robert Fico, que pediu aos principais líderes da UE que se distanciassem dessas declarações consideradas coercitivas.
Este conteúdo acompanha a cobertura contínua sobre o cenário europeu, incluindo evacuações no Oriente Médio e desenvolvimentos em Chipre. A reportagem permanece atenta aos desdobramentos do caso Druzhba, às respostas da UE e às próximas decisões de Budapeste.
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