- Rui Tavares, historiador e deputado pelo Livre, afirma que a esquerda precisa falar do futuro e promover mudanças práticas para enfrentar a extrema-direita.
- Segundo ele, pequenos avanços podem servir de exemplo para futuras transformações, mesmo diante de obstáculos.
- Em Brasil, o historiador lançou o livro Hipocritões e Olhigarcas (editora Tinta-da-China), que aborda guerras culturais ao longo da história.
- A obra aponta “hipocritões” como figuras como Donald Trump e Benjamin Netanyahu, e “olhigarcas” como magnatas das Big Techs que transformam usuários em produto.
- A entrevista também trata da Europa, do papel da IA com controle público, do estilo do presidente Lula e de como a esquerda lida com identidade e religião.
Rui Tavares, historiador e líder do Livre, defende que a esquerda precisa pautar o futuro com ações concretas. Em entrevista concedida no Brasil, ele sustenta que combater a extrema-direita requer mudanças práticas na vida dos cidadãos e não apenas utopias.
O intelectual lançou no Brasil, pela editora Tinta-da-China, o livro Hipocritões e Olhigarcas. A obra analisa guerras culturais ao longo do tempo, identificando monstros modernos que influenciam sociedades. O autor associa hipocritões a figuras como Donald Trump e Benjamin Netanyahu.
Para Tavares, a esquerda deve demonstrar resultados imediatos, mesmo diante de obstáculos. Segundo ele, avanços gregos ajudam a sustentar grandes transformações e reforçam a credibilidade do campo progressista.
Lançamento do livro
O livro Hipocritões e Olhigarcas questiona o papel de magnatas das Big Techs e oligárquicas elites digitais. A obra aponta que usuários viraram produto e que esse modelo de poder se imbrica com a guerra cultural.
Na entrevista, o historiador discute ainda o papel da Europa, os riscos da ausência de controle público sobre a Inteligência Artificial e o estilo do presidente Lula. Ele avalia como a esquerda pode lidar com identidade e religião.
Análise sobre o cenário político e tecnológico
Tavares analisa que a cooperação entre forças democráticas é essencial para frear a direita. Ele enfatiza a necessidade de propostas claras que respondam a questões cotidianas, sem descurar de valores básicos.
O autor também comenta as perspectivas para o debate público na Europa e no Brasil. O objetivo é manter o foco em políticas públicas efetivas, transparência institucional e responsabilidade social.
Entre na conversa da comunidade