- O coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho, afirmou que, em caso de governo, haverá nova reforma da Previdência e retoma de mudanças na legislação trabalhista; o plano será apresentado em 30 de março.
- O documento incluirá propostas para economia, educação, segurança hídrica e políticas voltadas às terras indígenas.
- Marinho disse que o debate sobre Previdência e legislação trabalhista será central, porque o sistema atual enfrenta dificuldades estruturais.
- Sobre a reforma trabalhista, ele destacou a necessidade de alinhamento com inovações tecnológicas e novas formas de trabalho; o tema da jornada 6×1 será discutido, com possível desoneração da folha como compensação.
- O dirigente sinalizou a ideia de uma nova regra fiscal, alegando falhas no arcabouço atual, e citou a manutenção de juros altos sob política fiscal expansionista, sugerindo um novo arranjo orçamentário.
O senador Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, informou que, em caso de vitória, o eventual governo pode promover uma nova reforma da Previdência e retomar mudanças na legislação trabalhista. O conjunto de diretrizes do plano de governo será apresentado em 30 de março e também abordará economia, educação, segurança hídrica e políticas para terras indígenas.
Marinho não detalhou os itens do programa, mas destacou que Previdência e a legislação trabalhista devem figurar entre os temas centrais da campanha. Segundo ele, o sistema previdenciário enfrenta dificuldades estruturais e requer mudanças profundas.
Ele mencionou que a reforma trabalhista de 2017 não acompanhou as evoluções do mercado de trabalho e precisa ser atualizada com base nas inovações tecnológicas e nas novas formas de contratação que vêm ganhando espaço.
O debate sobre a jornada de trabalho 6×1 também será apresentado, embora o PL ainda não tenha definido posição. Marinho afirmou que, se houver alterações, devem vir acompanhadas de compensações para as empresas, como a desoneração da folha de salários.
O coordenador indicou ainda a possibilidade de propor uma nova regra fiscal. Para ele, o arcabouço vigente já não atende aos parâmetros desejados, caracterizando-se como inadequado para a realidade atual.
Marinho avaliou que a política fiscal expansionista contribui para juros elevados no Brasil, citando a taxa Selic atual como referência. Ele mencionou a necessidade de revisar vinculações e indexações do Orçamento e sinalizou a possibilidade de criar um novo arranjo orçamentário para ampliar a flexibilidade da gestão pública.
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