- Imagens de satélite mostram pelo menos seis impactos no complexo da escola primária feminina Shajarah Tayyebeh, em Minab, perto do estreito de Ormuz, após o ataque ocorrido no sábado.
- A maior parte dos imóveis atingidos pertence à Guarda Revolucionária iraniana; uma área da ala oeste ficou completamente destruída.
- O balanço oficial da Cruz Vermelha iraniana aponta pelo menos 175 mortes, na maioria mulheres e alunas, com funcionamento da escola no dia do ataque.
- O Pentágono abriu investigação para apurar se os mísseis usados foram de responsabilização dos Estados Unidos; autoridades americanas dizem que a investigação está em curso.
- A ONU pediu apuração rápida e transparente; não está claro se o ataque atingiu apenas alvos militares ou houve erro que atingiu o espaço escolar.
O ataque à escola primária Shajarah Tayyebeh, em Minab, no sul do Irã, deixou dezenas de vítimas, segundo a Media Luna Vermelha iraniana. Imagens de satélite indicam pelo menos seis impactos no complexo ao redor do prédio, incluindo a destruição de metade da ala oeste. Fontes oficiais citam crianças e funcionários entre os mortos.
O episódio ocorre em meio a uma ofensiva regional envolvendo Estados Unidos e Israel. O local fica a cerca de 40 quilômetros da costa, próximo ao estreito de Ormuz. A análise inicial aponta ataque massivo, com danos relevantes em estruturas próximas à escola.
O governo iraniano confirmou que o ataque aconteceu no sábado, dia de expediente na região, e que houve resposta de Teerã com missiles e drones. Autoridades sauditas e de outros países também acompanharam os desdobramentos, sem confirmação de participação direta de terceiros.
Evidências e danos
Fotografias de satélite divulgadas pelo Planet mostram pelo menos três imóveis completamente destruídos no perímetro do complexo escolar. Equipamentos militares identificados no entorno ajudam a contextualizar o cenário, mas não permitem verificação clara do uso de cada construção.
Análises de vídeos de internautas, citados por veículos internacionais, exibem símbolos da Guarda Revolucionária Iraní em alguns pontos próximos ao local do ataque. A verificação de uso específico dos imóveis permanece inconclusiva.
Investigações e resposta internacional
O Departamento de Defesa dos EUA informou que abriu uma investigação sobre o ocorrido. As autoridades destacaram que não comentam conclusões antes de apurar os fatos. No dia seguinte, a Reuters citou fontes da Administração norte-americana indicando uma investigação preliminar sobre responsabilidade norte-americana.
O Alto Comisionado da ONU para os Direitos Humanos pediu uma apuração rápida e transparente. Volker Türk ressaltou a necessidade de responsabilidades caso haja violação do direito humanitário, que protege escolas e civis em conflitos armados.
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