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Croácia reintroduz serviço militar obrigatório após 17 anos

Croácia reintroduz serviço militar obrigatório, com 800 recrutas iniciando treinamento de dois meses e previsão de quatro mil alistados por ano

Leon Dejanovic, 18, works out in Karlovac
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  • Croácia reintroduzirá o serviço militar obrigatório pela primeira vez em dezessete anos, como parte de uma estratégia de segurança europeia e para os Bálcãs Ocidentais.
  • Serão 800 recrutas que iniciarão treinamento básico de dois meses em unidades pelo país.
  • A mudança na lei de defesa, anunciada em outubro, busca alinhar o país a tendências europeias, impulsionada por tensões com a Rússia.
  • Mais da metade dos primeiros recrutas são voluntários; 10% são mulheres, e apenas 10 pessoas pediram serviço civil, o menor percentual da Europa entre os países com serviço obrigatório.
  • O governo planeja chamar cerca de quatro mil conscritos por ano; o treinamento de jovens de 18 anos começa em maio, incluindo habilidades de sobrevivência, autodefesa, primeiros socorros e operação de drones FPV, com benefícios como bolsa de 1.100 euros mensais, crédito no registro de trabalho e acesso preferencial ao emprego público.

Croácia vai reativar o serviço militar obrigatório pela primeira vez em 17 anos, em resposta a preocupações de segurança na Europa e nos Bálcãs. O retorno ocorre após a mudança na lei de defesa, aprovada em outubro do ano passado.

Nesta segunda-feira, 800 recrutas iniciam o treinamento básico de dois meses em unidades militares distribuídas pelo país. O objetivo é formar 4 mil conscritos por ano, segundo o governo.

Cerca de metade do primeiro contingente são voluntários, incluindo 10% de mulheres. O número de objeções de consciência foi de apenas 10 pessoas, a menor taxa entre os países da região, conforme estudo acadêmico.

Contexto regional

Leon Dejanovic, 18 anos, de Karlovac, receberá a convocação em maio. Ele vê o treinamento como uma pausa da vida digital, e espera ficar sem celular por um tempo durante o período de formação.

Seu colega Josip Cvitesic, 19 anos, afirma ser contrário à medida e teme impacto no trabalho e na renda. A mobilização envolve famílias e trabalhadores com diferentes perspectivas sobre a medida.

Os recrutas receberão instrução em técnicas básicas de sobrevivência, defesa pessoal, primeiros socorros e operação de drones FPV. Ganhos incluem uma bolsa mensal de 1.100 euros, crédito de tempo de serviço e acesso facilitado a empregos no setor público.

Além da Croácia, o bloco de 10 países da OTAN passa a contar com serviço militar obrigatório, juntando-se a Grécia, Turquia, Finlândia, Suécia, Noruega, Dinamarca, Estônia, Letônia e Lituânia.

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