- O presidente chileno Gabriel Boric se prepara para deixar o cargo, encerrando um ciclo marcado por reformas e mudanças na esquerda latino-americana.
- Dois processos constitucionais foram iniciados durante seu governo, mas as propostas foram rejeitadas em referendos, encerrando as tentativas de reescrever a constituição.
- Boric manteve foco em cooperação regional, diversificação comercial, feminismo e transição energética, com continuidade em algumas prioridades de política externa.
- Ao fim do mandato, registaram-se quedas em homicídios e migração irregular, atribuídas a medidas de segurança e controle de fronteiras adotadas pelo governo.
- A sucessão fica a cargo de José António Kast; analistas dizem que o legado de Boric pode depender do desempenho do próximo governo e do contexto internacional.
Chileno Gabriel Boric se aproxima do fim de seu mandato, com a transição para um líder de direita marcada para ocorrer nesta quarta-feira. O governo, iniciado em 2022 aos 36 anos, encerra um ciclo de reformas institucionais e políticas voltadas à esquerda democrática, após protestos de 2019 e tentativas de reescrever a constituição.
Durante sua gestão, Boric buscou ampliar a cooperação regional, diversificar parcerias comerciais e acelerar a transição energética. O governo também implementou políticas voltadas a feminismo e à indústria de lithium, ao mesmo tempo em que enfrentou oposição sobre segurança pública e migração irregular.
Observadores destacam que o legado de Boric pode depender do desempenho de seu sucessor e do contexto externo, como preços de commodities e condições econômicas globais. Analistas apontam que, se o próximo governo mantiver o rumo, Boric pode ser lembrado pela capacidade de estabilizar o país em períodos de transformação.
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