- Um drone atingiu a base britânica de Akrotiri, em Chipre, reacendendo pedidos para encerrar a presença militar britânica na ilha.
- As bases, de jurisdição britânica desde a independência de Chipre em 1960, ficam em zona de 99 milhas quadradas no sul e leste da ilha.
- Não houve feridos; o incidente levou civis a evacuarem e aumentou o alerta na região.
- Há pressões para revisar o status das bases, com o presidente Nicos Christodoulides dizendo que nada pode ser descartado, e a imprensa local cobrando medidas.
- O governo britânico mantém que as bases são legais sob o direito internacional, citando precedentes como a transferência de soberania das Ilhas Chagos para Mauricio em 2025.
O ataque com drone a uma base britânica em Chipre reacendeu o debate sobre a presença militar britânica na ilha, diante de temores de envolvimento no conflito com o Irã. A ofensiva também elevou as tensões regionais, com a população civil recebendo orientações de evacuação.
A base atingida fica em Akrotiri, em território sob jurisdição britânica desde a independência de Chipre em 1960. Não houve feridos, mas o incidente levou o país a manter alerta máximo e a reforçar a vigilância local.
O episódio vem após um drone iraniano, atribuído a Hezbollah por autoridades de segurança, ter atingido a base de Akrotiri na segunda-feira anterior. A base é uma das principais posições militares britânicas no Oriente Médio, com presença de cerca de 7.000 militares e dependentes, além de cerca de 12.000 cipriotas próximos.
A pergunta sobre a revisão do status das bases não tem resposta concreta até o momento. O presidente Nikos Christodoulides afirmou que não há nada que possa descartar, gerando impasse entre manter a presença ou reavaliar medidas de segurança.
O jornal pró-governo descreveu a situação como potencialmente perigosa, enquanto oficiais britânicos reiteraram que as Dan bases são legais sob o direito internacional. Londres, por sua vez, enviou o ministro da Defesa, John Healey, a Nicosia para acalmar tensões.
Christodoulides também manteve reunião com Blaise Mettreweli, chefe do serviço de inteligência MI6, em busca de esclarecimentos sobre declarações anteriores do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, que não afastou a possibilidade de uso das bases no apoio a ações contra o Irã. O presidente comentou que houve irritação com os comentários.
Especialistas jurídicos de Chipre discutem a necessidade de revisar as bases sob a ótica do direito internacional, citando o precedente da cessão de soberania das Ilhas Chagos à Maurícia em 2025, após decisão judicial. A defesa britânica sustenta que as bases permanecem legais e operacionais.
A discussão sobre o regime jurídico das bases envolve também o senso de segurança regional e o direito de Chipre a regular suas relações com potências estrangeiras. Analistas apontam que o tema deve seguir em aberto, sem solução rápida, enquanto o país atravessa tensões entre comunidades grego e turco.
Fontes: informações de autoridades locais, autoridades britânicas e cobertura de imprensa internacional. A matéria descreve fatos, sem incentivar opiniões públicas, mantendo o tom informativo e neutro.
Entre na conversa da comunidade