- O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, disse a repórteres que a aliança está vigilante e pronta para defender cada centímetro de território após o Irã ter lançado um míssil balístico contra a Turquia. A defesa aérea interceptou o projétil.
- Rutte afirmou que não há discussão sobre o Artigo V e que o risco é de a OTAN ser puxada para um conflito no Oriente Médio, apesar da situação acentuada na região.
- Sobre a decisão dos Estados Unidos de agir contra o Irã, ele disse que a OTAN não está envolvida diretamente, mas que aliados fornecem apoio essencial, com a OTAN funcionando como plataforma de proteção para os Estados Unidos.
- Em relação à Ucrânia, ressaltou que o Irã foi um dos apoiadores da ofensiva russa; ele destacou avanços de Ucrânia na recuperação de território e os custos pesados para a Rússia.
- Sobre o discurso de deterrência nuclear de Paris, Rutte disse que recebe bem, mas manteve que o guarda-chuva nuclear definitivo é dos Estados Unidos e que o país está plenamente comprometido com a OTAN.
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, afirmou a jornalistas que a aliança permanece vigilante e pronta para defender cada centímetro do território frente ao lançamento de um míssil balístico dirigido à Turquia. A declaração foi dada em Bruxelas, em 5 de março, durante entrevista com a Reuters. Rutte destacou que a defesa aérea de mísseis da OTAN foi capaz de neutralizar o alvo, reforçando o comprometimento com uma postura de defesa 360 graus.
A entrevista abordou ainda o risco de a OTAN ser envolvida em um conflito no Oriente Médio, ressaltando que o Artigo 5 não está em pauta e que a aliança está mais vigilante após a escalada recente na região. Rutte afirmou que adversários observaram a força e a prontidão da OTAN, sobretudo desde o agravamento da situação desde o fim de semana anterior.
Defesa europeia, frança e relações com os EUA
Rutte comentou a decisão de Washington sobre ações contra o Irã, destacando que o Irã quase alcançou capacidades nucleares e de alcance de mísseis, o que representaria risco significativo à região, Israel e à Europa. O empregado pela OTAN, segundo ele, não participa diretamente das ações, mas os aliados fornecem apoio essencial, com a OTAN atuando como plataforma de projeção de poder para os EUA.
O evento também abordou objetivos norte-americanos e israelenses em relação ao Irã, com a leitura de que é essencial impedir que o Irã vuelva a apresentar ameaças de morte à região, incluindo a Europa. Em relação à Ucrânia, Rutte lembrou o papel do Irã no apoio à Rússia e reconheceu avanços ucranianos na recuperação de território, destacando perdas russas contínuas.
Espanha, Macron e a visão de liderança
O responsável pela OTAN comentou a participação de Espanha em missões da aliança e reconheceu o papel das tropas espanholas em várias frentes. Sobre as críticas à forma de elogiar o presidente dos EUA, Donald Trump, Rutte disse entender que a liderança americana ajudou a atingir metas importantes, como o cumprimento de metas de gasto e ações contra o Irã.
Em relação ao discurso de Macron sobre dissuasão nuclear, Rutte afirmou considerar positivo o fortalecimento de capacidades e reiterou que, apesar dos avanços, o guarda-chuva nuclear dos EUA continua sendo o garantidor último da forma de vida da aliança.
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