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Indignação entre xiitas do Paquistão revela delicado equilíbrio entre Irã e EUA

Protestos xiitas no Paquistão ampliam o dilema entre manter laços com os EUA e sustentar solidariedade à liderança iraniana após a morte de Khamenei

Police and paramilitary soldiers stand guard outside the U.S. Consulate General, days after a protest following the killing of Iran's Supreme Leader Ayatollah Ali Khamenei in U.S. and Israeli strikes, in Karachi
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  • Protestos após a morte do líder iraniano Ayatollah Ali Khamenei provocaram ataques ao consulado dos Estados Unidos em Karachi e protestos em outras cidades do Paquistão.
  • Em Karachi, fuzileiros navais dos EUA teriam atirado contra manifestantes que invadiram o consulado. Ao menos 26 pessoas foram mortas nos confrontos.
  • Clerigos xiitas paquistaneses decretaram dias de luto, com предупреждения de novas protestos e optionais impactos na estabilidade das principais cidades.
  • O Paquistão tenta equilibrar o sentimento xiita interno com a aliança com Washington e com seus laços estratégicos com a Arábia Saudita e outros países do Golfo.
  • Analistas veem o risco de que as tensões se prolonguem, especialmente devido aos funerais em massa e ao contexto regional de desrespeito aos aliados dos EUA.

O episódio desencadeou protestos em várias cidades do Paquistão após a morte do líder iraniano Ayatollah Ali Khamenei, em ataques dos EUA e de Israel, segundo relatos das autoridades. Na sexta-feira, manifestantes ocuparam ruas e houve ataques contra a embaixada dos EUA em Karachi, com episódios de confronto entre civis e força de segurança. Islamabad busca manter equilíbrio entre a pressão interna da minoria xiita e a aliança com Washington.

O Paquistão vive uma fase de tensões internas acentuadas. A situação envolve a comunidade xiita, a segunda maior do país, e o governo que mantém vínculos com os EUA, além de laços militares e econômicos com a Arábia Saudita. Analistas destacam o desafio de não desestabilizar cidades como Karachi e Lahore, onde as multidões se reuniram após a notícia da morte de Khamenei.

Protestos e desdobramentos

Pelo menos 26 pessoas teriam morrido em confrontos entre manifestantes e policiais desde a divulgação da notícia, segundo relatos locais. Em Karachi, militares dos EUA teriam aberto fogo contra manifestantes que invadiram o recinto consular, conforme fontes oficiais. Vídeos mostraram alguns manifestantes empunhando armas.

Líderes xiitas paquistaneses convocaram dias de luto e alertaram para novos protestos, com o temor de ampliar instabilidade nas principais cidades. Especialistas ressaltam que a resposta do governo envolve manter paz interna enquanto equilibra compromissos geopolíticos, incluindo vínculos com aliados regionais.

Contexto histórico e declarações oficiais

A comunidade xiita paquistanesa, estimada em cerca de 20% da população, historicamente enfrenta ataques sectários. Em meio à repercussão regional, o governo de Primeiro-Ministro Shehbaz Sharif condenou a morte de Khamenei como violação do direito internacional, sem mencionar diretamente os EUA.

Analistas avaliam que o choque entre lealdades domésticas e compromissos externos pode levar a novas ondas de protesto, principalmente com cerimônias fúnebres atraindo grandes multidões. A situação aponta para a delicada tarefa paquistanesa de conciliar interesses internos e alianças estratégicas.

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