- Espanha é a exceção: o governo de Pedro Sánchez criticou a guerra e questionou o alinhamento com o direito internacional e a paz.
- Reino Unido não condenou ataques ao Irã, mas criticou as retaliações iranianas e oferece apoio logístico às bases britânicas na região.
- França enviou dois navios de guerra ao Oriente Médio e reiterou condenação ao programa nuclear iraniano, prometendo ações defensivas europeias.
- Alemanha afirmou que não é hora de dar lições e sinalizou alinhamento com objetivos de EUA e Israel; o bloco sugere medidas para reduzir a capacidade iraniana de lançar mísseis e drones.
- Portugal autorizou o uso de bases nos Açores pelos EUA; Itália apoia defesa aos países do Golfo e critica a repressão iraniana.
Europa apoia China? Não. O bloco diverge sobre o Irã: Reino Unido, França, Alemanha apoiam ações de EUA e Israel; Espanha se coloca contra a linha dominante. Países da UE discutem responsabilidade e uso da força.
O conjunto europeu não condenou os ataques contra Teerã e atribuiu ao Irã a responsabilidade pela escalada, defendendo que os ataques violam o direito internacional. Países da UE pedem que Teerã aceite condições impostas por EUA e aliados.
O Reino Unido não condenou as ações contra o Irã, mas criticou retalições iranianas a bases dos EUA. Ao mesmo tempo, mantém suporte logístico a operações na região a partir de bases britânicas.
França condena o programa nuclear iraniano, apesar de prometer ampliar seu arsenal. Macron enviou dois navios de guerra ao Oriente Médio para operações defensivas da UE, sob justificativa de dissuasão.
Alemanha afirma que não é hora de dar lições aos parceiros que atacaram o Irã. Berlim apoia objetivos de EUA e Israel de enfraquecer Teerã e sinaliza colaboração na recuperação econômica do Irã.
Em declaração conjunta, Alemanha, França e Reino Unido pedem o fim dos ataques iranianos e dizem que tomarão ações defensivas para neutralizar mísseis e drones na origem dos ataques.
Portugal autorizou o uso de bases militares portuguesas nos Açores para os EUA; a Itália tem apoiado defesa aos países do Golfo e criticou a repressão iraniana contra civis.
O historiador da UFRJ Francisco Teixeira da Silva disse que a Europa, com exceção da Espanha, tomou posição a favor de EUA e Israel, sem convocar uma reunião da ONU para debater o conflito.
Segundo o especialista, França, Alemanha e Reino Unido não acionaram o Conselho de Segurança e não houve condenação ética da guerra, o que ele vê como risco à legalidade internacional.
A Guarda Revolucionária do Irã reagiu ao apoio europeu, afirmando que navios de EUA, Israel e países europeus não devem cruzar o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o petróleo.
Ações dos europeus são vistas por especialistas como barganha com Washington, para assegurar apoio a Israel em troca de evitar pressões maiores, como mudanças na OTAN ou conflitos adicionais.
Entre os que mais se alinham aos EUA, aponta-se a Alemanha, com o premier Merz reunindo-se com Trump e elogiando ações contra o Irã, segundo análises de especialistas.
A Espanha, liderada por Pedro Sánchez, diverge do grupo majoritário. O governo criticou a guerra e ressaltou a importância do direito internacional e da paz, citando os impactos da Guerra do Iraque.
O Financial Times destacou que Sánchez disse a Trump o que poucos líderes europeus se atreveram a dizer, gerando mal-estar diplomático e, posteriormente, recuo dos EUA quanto à cooperação espanhola, que foi negado pela Espanha.
Portugal informou ter autorizado a utilização de suas bases nos Açores, mas externou não estar envolvido diretamente nos ataques; o governo cobra o fim do programa nuclear iraniano.
A Itália não condenou a agressão, mas criticou as retaliações iranianas que miram bases dos EUA e apoiou a defesa dos países do Golfo, além de manifestar solidariedade à população iraniana que luta por direitos civis.
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