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EUA não compartilharam detalhes com Reino Unido antes de atacar Irã dizem fontes

EUA não compartilharam detalhes operacionais com o Reino Unido antes dos ataques a Irã; Londres autorizou uso de bases britânicas para defesas após pressão de Trump sobre Starmer

The prime minister defended his approach at prime minister’s questions, saying ‘hanging on to president Trump’s latest words is not the special relationship’. Photograph: Leon Neal/Reuters
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  • Os Estados Unidos não compartilharam detalhes operacionais nem horários exatos com o Reino Unido antes dos ataques conjuntos com Israel contra o Irã.
  • O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, inicialmente negou a permissão para que os EUA utilizassem bases britânicas na operação.
  • O afastamento de Starmer gerou críticas de Donald Trump, que disse que a “relação especial” não é o que era.
  • Posteriormente, Starmer autorizou o uso de bases britânicas pelos EUA para ataques defensivos contra o Irã, com o objetivo de degradar a capacidade de mísseis iraniana.
  • As forças britânicas já estavam em operação há semanas, com radares, defesas terrestres, contramísseis e caças, incluindo F‑35 e Typhoons, atuando na região e em áreas como ChipasCyprus e Qatar para proteger vidas americanas.

O governo dos EUA não informou em detalhes operacionais nem os timing das ações conjuntas com Israel contra o Irã antes de o ataque ocorrer, segundo fontes ouvidas pelo Guardian. A decisão de excluir o Reino Unido do briefing oficial coincidiu com a recusa de Keir Starmer em autorizar o uso de bases britânicas para a operação.

O Reino Unido decidiu evacuar sua embaixada em Teerã na última sexta-feira, sinalizando que via o ataque como iminente, mas não recebeu informações sobre quando as ações ocorrariam no fim de semana. O governo britânico, por sua vez, afirma manter alinhamento com os EUA em questões militares, ainda que a decisão de não abrir as bases tenha sido tomada por Starmer.

Contexto e participação

Segundo uma fonte do governo, o Reino Unido teve acesso a movimentação de equipamentos e a inteligência por vias habituais, mas não a um aviso específico sobre horário ou detalhes operacionais. A imprensa britânica aponta que a parceria militar segue com a participação de forças britânicas na defesa de interesses americanos.

O material de defesa britânico envolveu radares, sistemas de defesa terrestre, contradura de drones e aeronaves de combate, com várias aeronaves operando na região, incluindo caças e jets em várias frentes, inclusive no leste do Mediterrâneo. Relatos indicam ações contínuas ao longo do fim de semana para proteger vidas americanas.

Reações políticas

Donald Trump criticou Starmer por não permitir o uso de bases britânicas, afirmando que a relação especial não é o que já foi e chamando o premiê de “nenhum Churchill”. Em resposta, Starmer manteve que as operações estavam em curso há semanas e que o Reino Unido agia para proteger vidas, ressaltando que bases britânicas estavam sendo utilizadas para ações defensivas.

O premiê destacou que as decisões são tomadas em função dos interesses nacionais da Grã-Bretanha, buscando manter a segurança dos cidadãos. Segundo assessor de imprensa, o governo britânico mantém que as decisões são tomadas com base em avaliações de risco e proteção de vidas, sem prejulgamento sobre consequências políticas.

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