- O presidente Donald Trump anunciou, via Truth Social, a substituição de Kristi Noem pelo senador Markwayne Mullin, que assumirá como novo alinhamento duro com a política de imigração.
- Noem deixou o Departamento de Segurança Interna (DHS) após um período de controvérsias, incluindo críticas a táticas de imigração e mortes de civis durante operações federais.
- Uma diretriz secreta de maio de 2025 autorizou agentes do Serviço de Imigração e Controle de Fronteiras (ICE) a entrarem em residências sem mandado judicial, gerando incidentes de entradas equivocadas.
- Registros apontam 53 mortes de pessoas sob custódia do ICE ou da Alfândega (CBP) no último ano; o governo também seguiu com planos de ampliar a detenção em massa, com aquisição de até 24 armazéns.
- A gestão de Noem no DHS enfrentou críticas pela lentidão de recursos no Departamento de Proteção contra Desastres (FEMA) devido à exigência de aprovar contratos acima de cem mil dólares, conforme avaliação de senadores.
O presidente Donald Trump anunciou a troca no comando do Departamento de Segurança Interna (DHS). Kristi Noem deixa a chefia e será substituída pelo senador Markwayne Mullin, aliado de longa data do presidente. A decisão foi comunicada em rede social pelo próprio Trump.
A confirmação ocorre em meio a semanas de audiências no Congresso e controvérsias sobre a condução das políticas de imigração durante o governo anterior. Mullin, conhecido por posições rígidas, assume o cargo em um momento de foco em reforço de fronteiras e controle migratório.
Noem foi alvo de críticas pela condução da agência, com debates sobre táticas de aplicação da lei e pelo papel do DHS na detenção e deportação de migrantes. O DHS reúne áreas como ICE, CBP, FEMA, USCIS e a agência de segurança cibernética.
Mudanças e tensões internas
A administração enfrentou tensões internas com o envolvimento de assessores próximos. Relatos indicam divergências sobre a velocidade e o alcance das ações de expulsão em massa, com controvérsias relatadas sobre prioridades entre números de detenções e direitos individuais.
A pressão pública também recai sobre a atuação de agentes da ICE e a condução de operações em várias cidades, incluindo Minneapolis, onde ocorrências de mortes durante abordagens federais foram amplamente discutidas. A forma de enquadrar as mortes gerou debates nacionais.
Além disso, houve foco em diretrizes internas de operações, com divulgação de mensagens que orientavam ações sem requerimento judicial e instruções para uso de documentos administrativos como base para expulsões. Tais diretrizes foram alvo de escrutínio.
Em paralelo, o DHS planeja ampliar a capacidade de detenção, com um conjunto de contratos e reformas visando até 24 unidades de detenção para processos de deportação, segundo informações veiculadas pela imprensa. A medida é parte de uma reestruturação mais ampla.
A crise de recursos também atingiu a FEMA. Funcionários descrevem atrasos causados pela necessidade de aprovação de contratos acima de certo valor, o que deixou obras de assistência a desastres em suspenso e atrasou o pagamento de auxílios.
Panorama institucional
A saída de Noem ocorre numa fase de revisão institucional do DHS. A nomeação de Mullin sinaliza uma mudança de rumo, com promessa de foco maior na implementação de políticas de fronteira, segundo fontes próximas ao governo.
Autoridades do DHS não comentaram a saída nem a indicação de Mullin. A transição envolve a reorganização de cargos estratégicos e a revisão de prioridades em áreas centrais da atuação do órgão.
As informações sobre o episódio, datas e impactos são acompanhadas por órgãos legislativos e veículos de imprensa, que investigam a extensão das mudanças administrativas e seus efeitos práticos nos serviços federais.
Entre na conversa da comunidade