- O vice-presidente Geraldo Alckmin confirmou que deixará o Ministério da Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior em abril, prazo de desincompatibilização para concorrer nas eleições deste ano.
- O presidente Lula elogiou Alckmin, mas sinalizou que ele pode ter um papel a cumprir na chapa de São Paulo, abrindo espaço para avaliações internas.
- Uma ala do PT defende abrir a cadeira de Alckmin para alguém do MDB, visando ampliar as alianças no estado.
- Se não houver espaço no Planalto, Alckmin pode enfrentar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na corrida ao governo de São Paulo.
- Em 2022, o estado foi vencido por Jair Bolsonaro por cerca de 2,7 milhões de votos, mesmo com Alckmin recebendo 11,5 milhões de eleitores.
Geraldo Alckmin, vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, deve deixar o cargo em abril. O prazo é o estabelecido para desincompatibilização de candidatos nas eleições deste ano.
A informação foi anunciada nesta quinta-feira. O objetivo é cumprir as regras para disputar a reeleição ou concorrer a outro cargo, conforme o calendário eleitoral.
Entre as possibilidades, o Palácio do Planalto avalia manter espaço na chapa para aliados do MDB, buscando ampliar alianças políticas. O movimento ocorre em meio a negociações estratégicas no entorno do governo.
Desenho político para São Paulo
Alguns relatos indicam que, se não houver espaço no Planalto, Alckmin pode disputar o governo de São Paulo contra Tarcísio de Freitas. O tema ganha relevância pelo peso eleitoral do estado, o maior colégio do país.
Em 2022, o estado registrou uma vitória de Jair Bolsonaro no pleito presidencial, com margens expressivas de votos, e registrou grande participação eleitoral. A disputa paulista segue como prioridade estratégica para as alianças nacionais.
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