Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Sul Global condena a guerra EUA-Israel contra o Irã

Países do sul global condenam a ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irã, chamando de violação ao direito internacional e questionando o pretexto de autodefesa

Protesters against the US attacks on Iran march through Peshawar, Pakistan, on Monday.
0:00
Carregando...
0:00
  • A ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irã foi condenada como ilegal por diversos países do sul global, com a China dizendo que é inaceitável “matar o líder de um Estado soberano”.
  • Países destacaram que negociações sobre o programa nuclear do Irã não tiveram tempo suficiente para avançar antes dos ataques, vistos como exercício de poder colonial.
  • Alegações de legitimidade foram discutidas: Paquistão disse que o direito internacional proíbe atingir chefes de Estado; África do Sul questionou a justificativa de “preempção” e que defesa própria exige invasão armada.
  • Vários governos, como Brasil, Turquia, Omã, Cuba, Malásia e Indonésia, expressaram preocupação, com pedidos por diálogo, diplomacia ou abertura de negociações.
  • Analistas indicam contexto de guerras anteriores de mudança de regime e destacam que a operação pode ampliar tensões regionais e prejudicar a cooperação internacional, lembrando declarações de líderes ocidentais e o papel de outras potências.

O conflito entre EUA, Israel e Irã ganhou condenação expressiva no sul global, com a China classificando a ação como inaceitável por eliminar o líder de um Estado soberano. Países da África, Ásia e América Latina questionaram a escolha de atacar sem terminar negociações diplomáticas em curso.

A ofensiva ocorreu em meio a negociações sobre o programa nuclear iraniano e capacidades de mísseis, que, segundo análisis, não tiveram chance de prosperar antes das ações militares. Vários governos ressaltaram que o uso da força representa uma gravíssima violação do direito internacional.

Os elogios a medidas de dissuasão foram evitados por várias nações, que destacaram a necessidade de diálogo e de busca por soluções pacíficas. O presidente do Irã, a poucos dias do ataque, foi apontado como alvo de ataques que desestabilizariam a região.

Reações internacionais

Brasileiros manifestaram grave preocupação com ataques ocorridos durante negociações, ressaltando que o único caminho viável para a paz é o diálogo entre as partes. O Turqumês Recep Tayyip Erdoğan afirmou que as ações foram instigadas pelo primeiro-ministro de Israel. Oman relatou quedas de drones e pediu que os EUA não se envolvessem mais na região.

Cuba, sob pressão interna, condenou os ataques por ameaçarem a paz regional e internacional. Malásia também criticou a ofensiva, enfatizando a necessidade de resolução por meio de diplomacia. Indonésia expressou profundo pesar pela falha das negociações com o Irã e sinalizou disposição de retomar o diálogo; o país também foi citado pela comunidade muçulmana para reconsiderar vínculos com a força internacional de segurança para Gaza.

Analistas destacam que o episódio se liga a guerras anteriores de mudança de regime no Iraque e na Líbia, além de criticarem a impunidade de Israel em Gaza desde 2023. Observadores apontam que a abordagem de Washington tem sido vista como coercitiva por muitos países do sul global.

Visões estratégicas

Especialistas afirmam que a tensão amplia a busca por alianças entre potências que desafiem a hegemonia americana. A China sinalizou maior atração por investimentos em países em desenvolvimento, enquanto a Rússia pode se beneficiar com o foco internacional deslocado da Ucrânia. O debate envolve a percepção de imperialismo e a busca por ordem mundial mais equilibrada.

Alguns analistas ressaltam que a crítica ao conflito não implica apoio ao regime iraniano. Ex-diplomatas destacam que a resposta internacional está subordinada à defesa do direito internacional, sem legitimar ações internas de cada governo.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais