- O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, descartou recorrer ao STF para reverter a quebra de sigilos fiscal e bancário de Fábio Luís da Silva, conhecido como “Lulinha”.
- Randolfe disse que a questão está encerrada e que nem o Congresso nem o Palácio do Planalto vão depredar instituições, citando o episódio de 8 de janeiro.
- A bancada governista esgotou as vias administrativas após Davi Alcolumbre negar a anulação da votação na CPMI do INSS, sob a alegação de fraude na contagem.
- Carlos Viana afirmou que contou os votos duas vezes; ele e a oposição apontam que imagens usadas para sugerir fraude teriam sido obtidas após o encerramento da deliberação.
- A defesa de Lulinha já entrou com recurso no STF após a quebra de sigilos; a Polícia Federal investiga se Lulinha é o “filho do rapaz” citado em mensagens interceptadas, ligado ao recebimento de R$ 300 mil do empresário conhecido como “careca do INSS”.
O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), descarta levar o caso ao STF para reverter a quebra dos sigilos de Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula. A declaração foi dada em entrevista ao portal Metrópoles nesta terça (3).
Randolfe afirmou que a questão está encerrada e que não haverá depredação do Congresso, nem ação do STF ou do Palácio do Planalto por parte da base. A referência é a tentativa de anular a votação na CPMI do INSS.
A bancada governista já esgotou vias administrativas, após o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, negar a anulação da votação. Alegações de fraude na contagem de votos também foram apresentadas pela esquerda.
Desdobramentos e alegações
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, informou ter contado os votos duas vezes, com oposição sustentando que imagens utilizadas para acusar fraude teriam surgido após o encerramento da deliberação, com a chegada de novos governistas.
Após a deliberação, governistas foram à mesa diretora e houve confusão, com agressões reportadas entre parlamentares. Rogério Correia admitiu ter sido responsável por um soco em Luiz Lima e pediu desculpas, alegando ter sido empurrado.
A defesa de Lulinha já recorreu ao STF, alegando que a quebra de sigilos não era necessária. O recurso foi direcionado ao ministro André Mendonça, relator das ações sobre as medidas do colegiado.
A Polícia Federal (PF) investiga se Lulinha é o “filho do rapaz” mencionado em mensagens interceptadas. O dono do apelido teria recebido cerca de R$ 300 mil do empresário conhecido como “careca do INSS”.
Entre na conversa da comunidade