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Governos avaliam repatriação diante de conflitos no Oriente Médio

Países avaliam planos de repatriação à medida que voos comerciais no Oriente Médio são suspensos devido ao aumento do conflito

Qatar airline staff stand by a departure board displaying cancelled flights to Middle East countries amid the U.S.-Israel conflict with Iran, at Heathrow Airport
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  • Voos comerciais em partes do Oriente Médio foram interrompidos devido ao aumento do conflito, deixando estrangeiros retidos e levando governos a avaliar planos de repatrição.
  • Austrália: governo negocia com companhias aéreas para levar para casa os australianos retidos, mas evacuações ficam difíceis com o espaço aéreo ainda fechado; são cerca de 115 mil australianos na região.
  • França: cerca de 400 mil franceses no local; autoridades pedem registro no sistema Ariane, com equipes consulares acionadas e planos para voos charter priorizando pessoas vulneráveis.
  • Alemanha: governo diz que a maior parte dos cerca de 30 mil alemães será trazida por companhias; repatriação militar é recurso de último caso; Lufthansa pode operar dois voos charter.
  • Itália: primeira charter com 127 italianos presos em Omã ou movidos de Dubai chegou a Roma; custo aproximado de 1.500 euros.

O tráfego de voos comerciais em partes do Oriente Médio foi interrompido devido à escalada do conflito após ataques dos EUA e de Israel against o Irã. Países preparam planos de repatriação de seus cidadãos, enquanto empresas aéreas suspendem serviços.

Diversos governos discutem caminhos para trazer de volta seus nacionais, com foco inicial em deslocamentos seguros e no restabelecimento de rotas comerciais assim que o espaço aéreo permitir. A prioridade é chegar a pessoas vulneráveis.

O governo australiano informou que negocia com companhias para facilitar a retirada de australianos presos na região, mas ressalta dificuldade com o fechamento do espaço aéreo. Estima-se que cerca de 115 mil australianos estão no Oriente Médio.

França

Autoridades francesas dizem haver cerca de 400 mil cidadãos franceses afetados, incluindo residentes, dupla cidadania e viajantes. O governo pediu que pessoas se cadastrem no sistema Ariane e prepara voos charter, priorizando vulneráveis, com apoio de embaixadas em regiões de fronteira.

Itália

Uma primeira aeronave charter levou 127 italianos presos em Oman ou transferidos de Dubai para Roma, chegando ao Fiumicino no fim de 2 de março. Passageiros atribuíram à embaixada italiana o apoio na volta.

Reino Unido

O governo britânico iniciou as fases iniciais da repatriação, com voos para o país já realizados. O premiê afirmou que trabalham com todas as opções para apoiar cidadãos, enquanto autoridades orientam seguir orientações locais. Número de britânicos registrados com o governo é de cerca de 102 mil.

EUA

O Departamento de Estado dos EUA pediu a americanos que deixem rapidamente várias regiões afetadas, mas ainda não anunciou voos de repatriação. Autoridades destacam a necessidade de utilizarem transportes comerciais disponíveis por motivos de segurança.

Espanha

A Espanha já iniciou evacuações de seus cidadãos no Oriente Médio. Voos da UAE para Istambul devem facilitar retornos, com reforço de postos consulares em Emirados, Arábia Saudita, Omã e Bahrein para apoiar novas repatriações.

Emirados Árabes Unidos

A autoridade de aviação civil dos Emirados informou que serão lançados voos especiais para ajudar milhares de passageiros presos na região a deixarem o território, conforme veículos oficiais.

Grécia

O primeiro-ministro informou um plano para repatriar milhares de gregos presos no Oriente Médio, mas reconheceu dificuldades devido ao fechamento do espaço aéreo na região.

Filipinas

O presidente pediu aos filipinos que busquem segurança e sinalizou repatriação assim que for seguro. Estima-se que mais de 2,4 milhões de filipinos vivam no Oriente Médio; milhares já solicitaram retorno.

Suíça

A chancelaria suíça afirmou que cerca de 4,4 mil cidadãos estão na região, mas não planeja evacuação coletiva; há também cerca de 35 mil suíços residentes, com linha de apoio ativa.

Austrália (continuação)

Autoridades indicam que retorno em grande escala dependerá da abertura do espaço aéreo, com estimativa de viabilidade apenas quando voos comerciais retomarem serviços.

Itália (continuação)

Operadores turísticos trabalham para facilitar retorno de cruzeiristas, com voos partindo de companhias do Golfo para diferentes destinos, conforme disponibilidade de rotas.

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