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Governo aumenta impostos sobre importados, recua e diz que alta é fake news

Governo recua parcialmente do aumento do imposto de importação após reação negativa e classifica informações como fake news

Após elevar o imposto de importação de 1.200 itens, governo Lula recue parcialmente e diz que alta na tributação é fake news (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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  • O governo elevou, no início de fevereiro, o Imposto de Importação de mais de 1.200 produtos, incluindo smartphones, notebooks e peças de computador.
  • Na sequência, houve recuo parcial: o MDIC informou à imprensa na sexta-feira, 27, que o aumento em cerca de 120 produtos foi revertido.
  • Às 22h de sexta, o perfil oficial do governo publicou vídeo com o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmando que as notícias sobre o aumento eram falsas, com mais de 6,5 milhões de visualizações.
  • Parlamentares da oposição reagiram, questionando o recuo e acusando o governo de propaganda enganosa.
  • O governo manteve a defesa de que não houve recuo completo e que, na prática, houve manutenção de isenções ou reversões limitadas para alguns itens eletrônicos, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, havia defendido o aumento anteriormente.

O governo federal reajustou, no início de fevereiro, o Imposto de Importação sobre mais de 1.200 itens, incluindo eletrônicos e itens de informática. A medida provocou resistência nas redes e foi alvo de críticas de parlamentares da oposição.

Dias depois, o Palácio do Planalto recuou parcialmente na taxação, reverter em parte a alta para 120 produtos, entre eles smartphones e peças de computador. O recuo foi divulgado pela assessoria do MDIC na tarde de sexta-feira.

Às 22h de sexta (27), o perfil oficial do governo publicou um vídeo com o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmando que as mudanças teriam sido falsas notícias. O vídeo teve milhões de visualizações.

Reação e desdobramentos

A oposição reagiu rapidamente. Deputados críticas apontaram que a reversão não seria total e cobraram explicações sobre os números envolvidos. Alega-se que a medida atingiria um grupo específico de produtos.

Alegações de desinformação foram reforçadas por deputados como Marcel Van Hattem e Nikolas Ferreira, que sugeriram que o governo estaria tentando enganar o público. Publicaram comentários e críticas nas redes sociais.

A assessoria de Alckmin informou que o objetivo era combater uma desinformação e que não haveria aumento de impostos sobre os itens citados no vídeo.

Controle político e contexto

Em 24 de fevereiro, Ferreira publicou vídeo crítico próximo de alcançar milhões de visualizações, fortalecendo o tom de oposição. O tema ocorreu em momento de queda de apoio a Lula nas sondagens.

Analistas apontam fragilidade de governo nas pesquisas, com o recuo sendo interpretado como tentativa de reduzir impactos negativos entre eleitores. O governo, por sua vez, manteve a linha de que houve ajustes técnicos.

Posicionamentos oficiais

No começo da manhã de sábado (28), o governo manteve a versão de que não houve recuo generalizado. Em publicações no X, disse que apenas houve manutenção de isenções para produtos com fabricação nacional inexistente.

Segundo o governo, apenas três exceções teriam sido alteradas, mantendo a maior parte das alíquotas para itens eletrônicos. Não foram detalhados quais itens seriam beneficiados pela isenção.

Histórico e justificativa

O Ministério da Fazenda havia defendido, em nota técnica, que o reajuste visava compensar reduções históricas de outras alíquotas e proteger a indústria nacional, sem impactar preços de consumidor de forma relevante.

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