- A China reafirmou apoio a Irã e valorizou a “amizade tradicional” entre os dois países, destacando defesa da soberania e de interesses legítimos de Teerã.
- O relato foi feito pelo ministro de Exteriores chinês, Wang Yi, ao ministro iraniano Abbas Araghchi durante telefonema, após ataques dos Estados Unidos e de Israel.
- Araghchi informou sobre a situação regional e disse que as ações americanas violam o direito internacional e elevam o nível de conflito, deixando Irã com opção de defesa.
- Wang Yi pediu o imediato cessar das operações militares por parte dos EUA e de Israel, reiterando a posição de Beijing de buscar contenção e estabilidade.
- O ministro francês de Relações Exteriores, Barrot, confirmou, em conversa com Wang Yi, que China e França, como membros permanentes do Conselho de Segurança, têm responsabilidade na preservação da paz e desejam colaborar para a estabilização da região.
China reforça voto de amizade com Irã em meio a escalada regional
A China afirmou apoio diplomático a Irã após ataques de EUA e Israel. O ministro de Exteriores, Wang Yi, disse a Abbas Araghchi, seu homólogo iraniano, que Pequim aprecia a amizade tradicional entre os dois países e apoia Teerã na salvaguarda de soberania, segurança e dignidade nacional. A conversa ocorreu na segunda-feira, segundo leitura oficial chinesa.
Araghchi informou a Wang Yi sobre a situação na região, afirmando que os EUA lançaram uma segunda ofensiva contra o Irã enquanto havia negociações em curso. O ministro iraniano disse que, embora haja avanços, as ações americanas violam o direito internacional e cruzam linhas vermelhas, deixando o Irã com opções de defesa.
A leitura chinesa ressalta que China apoia direitos e interesses legítimos do Irã e agradece a postura de equidade atribuída a Pequim. Wang reiterou o apelo para que EUA e Israel cessem as operações militares de imediato, repetindo posição já expressa ao secretário de Estado russo em conversa anterior.
Contato com França e sinal de atuação no Conselho de Segurança
Na mesma sequência de contatos, Wang Yi manteve diálogo telefônico com o ministro francês Jean-Noël Barrot. France e China, como membros permanentes do Conselho de Segurança, destacaram responsabilidade na defesa da paz internacional e a necessidade de cooperação para estabilizar a situação. Barrot criticou a ausência de consulta ao Conselho de Segurança para as ações dos EUA e de Israel.
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