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China pede proteção a navios no Estreito de Hormuz ante custos de frete em alta

Pequim pede proteção a navios no estreito de Hormuz e apela à contenção, diante da taxa spot de afretamento de petroleiro de $424,000 por dia

Container ships are moored in Cape Town, South Africa, after shipping companies announce they will reroute vessels.
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  • O Ministério das Relações Exteriores da China pediu proteção aos navios que passam pelo estreito de Hormuz por todas as partes, pedindo cessar operações militares e evitar escalada.
  • O estreito permanece praticamente fechado desde os ataques dos EUA e de Israel, afetando o tráfego marítimo e as exportações de energia da região.
  • A taxa spot de afretamento de um navio-tanque de petróleo atingiu mais de 424 mil dólares por dia, recorde histórico, impactando custos de transporte global.
  • Países dependentes de energia, como Índia, Coreia do Sul, Tailândia e Filipinas, são especialmente vulneráveis; Qatar interrompeu LNG e a Arábia Saudita fechou parte de suas refinarias.
  • Seguros de guerra foram cancelados para navios na região e áreas de alto risco foram ampliadas pelo Joint War Committee, elevando custos e incertezas logísticas.

A China pediu proteção para navios que atravessem o estreito de Hormuz, diante do aumento dos fretes e do impacto do conflito com o Irã. O ministério das Relações Exteriores de Beijing fez o apelo na terça-feira, pedindo que todas as partes cessem operações militares e evitem escaladas para manter a navegação segura.

O estreito de Hormuz, ligando o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, ficou praticamente sem tráfego após ataques de Israel e dos EUA contra o Irã no fim de semana. O Irã disse ter respondido aos ataques, elevando as tensões na região.

O governo chinês destacou que Pequim é o maior importador mundial de petróleo e gás e vem ampliando as compras de petróleo iraniano, o que torna a China particularmente vulnerável a interrupções no suprimento de energia.

Movimento no estreito e impactos globais

O estreito, crucial para 20% do petróleo cru global e para uma parcela significativa de gás natural liquefeito, permanece sem navios por vários dias, elevando incertezas sobre exportações de energia da região.

Dados mostram que, com o bloqueio, cerca de 150 navios-tanques estavam ancorados no Golfo no fim de semana, totalizando em torno de 4% da frota mundial por tonelagem. Taxas de frete atingiram recordes, com VLCCs custando mais de 424 mil dólares por dia.

Reações de seguradoras e mercados

As principais seguradoras marítimas cancelaram cobertura para áreas de risco de guerra no Golfo. O mercado de seguros de Londres ampliou a zona de alto risco para Bahrain, Djibouti, Kuwait, Omã e Qatar, influenciando prêmios.

Estão em jogo também custos de energia e de transporte: observa-se alta nos preços do petróleo e do gás, à medida que grandes produtores da região reduzem operações e exportações. Países asiáticos dependentes de energia, como Índia, Korea, Tailândia e Filipinas, enfrentam impactos diretos.

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