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Alcolumbre mantém votação que autorizou quebra de sigilo de Lulinha

Alcolumbre sustenta aprovação na CPMI do INSS que determina quebra de sigilo de Lulinha, após confronto entre base e questionamentos sobre a contagem de votos

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP)
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  • O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manteve a votação da CPMI do INSS que determinou a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.
  • Alcolumbre negou o recurso do PT contra a votação, afirmando que não havia evidência inequívoca.
  • Durante a sessão, deputados da base criaram confusão: Rogério Correia partiu para cima do relator Alfredo Gaspar e empurrou Luiz Lima, levando a interrupção da sessão e à suspensão da transmissão da TV Senado.
  • A quebra de sigilo, solicitada pelo relator com base em representação da Polícia Federal, visa apurar se Lulinha foi destinatário indireto de repasses investigados no esquema do INSS.
  • A CPMI aprovou as quebras de sigilo, em maioria simbólica, e a PF aponta três menções a Lulinha nos autos, ligando-o a Careca do INSS e a Roberta Luchsinger, com relatos sobre voos, pagamentos e possível vínculo societário.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manteve a votação da CPMI do INSS que determinou a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. A decisão ocorreu durante sessão no Congresso, com base em representação da Polícia Federal.

A votação foi simbólica: houve 7 votos contrários entre 31 presentes, segundo a contagem da mesa da CPMI. A base governista afirma que 14 dos 21 votos válidos se manifestaram contra a quebra de sigilos de Lulinha.

Conflito e incidentes na sessão

Durante a sessão, deputados da base e da oposição se desentenderam. Rogério Correia, do PT, avançou contra o relator Alfredo Gaspar, que foi empurrado por Luiz Lima, do Novo, gerando suspensão da transmissão da TV Senado. A pauta havia sido aprovada integralmente, segundo o presidente da CPMI, Carlos Viana.

Sobre o conteúdo do processo, a PF aponta três menções a Lulinha nos autos. Um ex-sócio de Careca do INSS relatou que ele seria sócio de um lobista em projeto ligado à cannabis medicinal e que recebeu 25 milhões de reais em negócios, além de uma suposta mesada de 300 mil.

Outra linha envolve passagens aéreas emitidas sob o mesmo localizador para Lulinha e Roberta Luchsinger, sugerindo aquisição conjunta e vínculo entre eles. A PF não informou quem pagou pelos bilhetes.

Roberta Luchsinger está ligada à operação Sem Desconto. Segundo a Polícia Federal, ela integraria o núcleo político do grupo ligado a Careca do INSS e atuaria na movimentação de valores e na gestão de estruturas empresariais usadas para ocultação de patrimônio.

Mensagens interceptadas mostram orientação de pagamento de 300 mil reais a “o filho do rapaz”. O relator sustenta que a PF interpreta a expressão como referência direta a Lulinha, sustentando a hipótese de atuação como sócio oculto.

Atualizações em andamento

Uma segunda reportagem do Estadão trouxe a alegação de que Lulinha confirmou ter tido uma viagem para Portugal paga pelo Careca do INSS. A viagem e a hospedagem teriam sido custeadas pelo lobista Antonio Carlos Camilo Antunes.

Este texto está em atualização. As decisões da CPMI, inclusive a quebra de sigilo, possuem caráter pode ser de investigação, com base na legislação vigente, e devem ser cumpridas pelos órgãos envolvidos. Fontes oficiais e decisões da CPMI são as referências primárias para o acompanhamento do caso.

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