- A escalada no Oriente Médio avança em quatro dias de conflito, com mais bombardeios a alvos civis e mortes no Irã, que já passam de 787.
- Dois drones iranianos causaram um incêndio na Embaixada dos Estados Unidos em Riade e atingiram um depósito de combustível no porto de Duqm, em Omã.
- Teerã escreve para pressionar países árabes do Golfo a empurrar Washington para um cessar-fogo, enquanto EUA prosseguem com ações militares.
- O primeiro-ministro de Israel, Benjamín Netanyahu, manteve que a guerra será rápida e decisiva contra o regime iraniano, buscando mudança regional.
- No Golfo, ataques iranianos atingem infraestrutura energética; a QatarEnergy interrompeu produção de gás natural liquefeito, e o Reino Unido enviará recursos militares a Chipre para apoiar suas bases.
Diante do avanço de conflitos na região, a guerra na Síria, no Líbano, no Golfo e em partes do Irã acirra ações militares entre Israel, EUA e aliados. Bombeios, ataques a bases e alvos civis se multiplicam, elevando o risco de uma escalada regional com repercussões globais.
Duas opções de ataque com drones iranianos foram registradas nesta terça-feira: um incêndio em embaixada dos EUA em Riad, capital da Arábia Saudita, e danos a um depósito de combustível no porto de Duqm, em Omã. Irã promete retaliações, enquanto Teerã aponta pressão para que a região apresente um alto ao fogo.
Donald Trump participou do diálogo com autoridades em Washington, defendendo ações firmes contra o regime iraniano. Em tom de escalada, o presidente norte-americano citou a necessidade de conter a “ideologia maligna” da liderança iraniana e criticou aliados que relutam em ceder bases militares para a operação.
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, reiterou que a ofensiva visa enfraquecer o regime iraniano. Em entrevista aos veículos norte-americanos, o premiê disse que a operação deve ser rápida e decisiva, sem se prolongar por anos. Ele acrescentou que o fim de Iran abrangeria mudanças regionais relevantes.
Entre as ações, as forças israelenses avançam no sul do Líbano para consolidar uma zona de segurança. O movimento ocorre em meio a ameaças de Hezbolá, que já participou de ataques com impacto direto em território israelense, segundo relatos de autoridades locais.
No Golfo, ataques iranianos contra infraestrutura energética provocam tensões entre países aliados ao Ocidente. A Arábia Saudita e o Qatar registraram impactos em instalações estratégicas, levando riscos de desabastecimento regional e global. A produção de gás natural licuado foi suspensa em parte no Qatar.
Especialistas destacam que países da região adotam medidas defensivas com a cautela de não ampliar a participação direta no conflito. Mesmo assim, interceptores, drones e ataques a alvos próximos a portos demonstram a possibilidade de choque entre várias frentes.
O cenário internacional segue com cautela: governos estudam respostas coordenadas e avaliando impactos econômicos, humanitários e diplomáticos. O foco continua na tentativa de evitar uma escalada maior, mantendo, ainda assim, a pressão sobre os signatários envolvidos no conflito.
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