- Nova rodada de negociações de paz entre Ucrânia e Rússia, mediadas pelos EUA, ainda está prevista para esta semana, afirmou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy.
- Zelenskiy disse que o encontro pode não ocorrer em Abu Dhabi, com possíveis novos locais em Turquia ou Suíça; a reunião estava marcada para cinco e seis de março.
- O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que é do interesse da Rússia manter as tratativas e que a preferência é por um acordo diplomático para encerrar a guerra.
- Zelenskiy manteve sua posição de não ceder à exigência russa de retirada de 20% do leste Donetsk, dizendo que a posição da Ucrânia está mais fortalecida após o inverno.
- Ele alertou sobre novas ofensivas russas contra infraestrutura, logística e água, e destacou que o fornecimento de defesa aérea permanece um desafio, sem pedidos diretos de parceiros específicos neste momento.
A nova rodada de negociações entre Ucrânia e Rússia, mediada pelos EUA, ainda deve acontecer nesta semana, segundo o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy. O encontro não foi cancelado após os ataques ao Irã no fim de semana.
Zelenskiy afirmou que Kyiv avalia um novo local para as conversas, que seriam realizadas nos dias 5 e 6 de março, em Abu Dhabi. Turquía ou Suíça aparecem como possibilidades de sede alternativa.
O líder ucraniano disse ainda que, em razão do conflito, não é possível confirmar o local, mas ninguém cancelou a reunião. O Kremlin não confirmou data ou sede até o momento.
Persistem divergências e contatos
Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, reiterou que é do interesse da Rússia buscar um acordo diplomático para encerrar a guerra, mantendo a negociação em pauta.
Nos Estados Unidos, o ex-presidente Donald Trump tem incentivado Kyiv e Moscou a encerrar o conflito, embora as negociações já tenham passado por várias rodadas sem um acordo.
Zelenskiy reiterou que não cederá à demanda russa de retirada de mais 20% do leste Donetsk, mantendo a posição de Kyiv mesmo com o inverno difícil e ataques aéreos e a infraestrutura energética.
Contexto operacional e apoio
O presidente destacou que as hostilidades no Oriente Médio não interromperam o fornecimento de armas a Kyiv, mas reconheceu que guerras longas elevam a demanda por defesa aérea.
A Rússia estaria preparando uma nova ofensiva, voltada a infraestrutura, logística e abastecimento. Garantir entregas suficientes de defesa aérea continua como desafio para Kyiv.
Zelenskiy afirmou ainda que a Ucrânia está disposta a compartilhar experiência em defesa aérea, sem relatos de pedidos diretos de parceiros, como o Reino Unido, até o momento.
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