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Budapeste convoca enviado ucraniano por alistamento de dois húngaros étnicos

Húngria convoca embaixador ucraniano para protestar contra alistamento de dois húngaros étnicos, medida que agrava tensões antes das eleições

Hungary's Foreign Minister Peter Szijjarto attends a European Union Foreign Ministers' meeting in Brussels, Belgium February 23, 2026. REUTERS/Yves Herman
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  • Hungria convocou o embaixador da Ucrânia em protesto contra a possível incorporação de dois cidadãos étnicos húngaros, que segundo Budapeste não deveriam ter sido chamados às forças armadas.
  • O ministro das Relações Exteriores húngaro, Péter Szijjártó, afirmou que um dos homens tinha dispensa do serviço militar e o outro enfrentava questões mentais.
  • A Ucrânia não respondeu a pedidos de comentário sobre o tema; o governo húngaro disponibilizou um vídeo com a explicação.
  • A tensão acontece em meio à campanha eleitoral de abril, em que o primeiro-ministro Viktor Orbán tem destacado a escolha entre “guerra ou paz” e mantém laços cordiais com a Rússia.
  • As tensões bilaterais aumentaram também em torno do turismo de petróleo via oleoduto Druzhba, com Orbán e o primeiro-ministro da Eslováquia citando motivos políticos para a interrupção do fluxo.

Hungária pediu explicações a Kyiv sobre a convocação de dois cidadãos ucranianos que seriam de etnia húngara. O governo de Budapeste informou que a missãa de alistamento foi injusta e pediu esclarecimentos formais ao embaixador da Ucrânia, em reação ao episódio.

O ministro das Relações Exteriores húngaro, Peter Szijjártó, alegou que os dois homens teriam sido convocados indevidamente para o serviço militar. Segundo ele, um deles possuiria dispensa militar e o outro enfrentaria questões de saúde mental. Não houve verificação independente dessas afirmações até o momento.

Szijjártó divulgou, por meio de uma postagem em redes sociais, que o embaixador ucraniano foi convocado para ouvir o protesto de Budapeste contra as convocações violentas e a perseguição em nível de rua. O ministério das Relações Exteriores da Ucrânia não respondeu a pedidos de comentário.

Tensão diplomática e convocação

Pouco antes, o premiê Víktor Orbán tem usado a disputa para a campanha eleitoral de 12 de abril, apresentando o tema como uma escolha entre guerra e paz. Hungria mantém relações próximas com a Rússia e não envia armas à Ucrânia, divergindo de grande parte da União Europeia.

Além disso, a interrupção do fluxo de petróleo pela rota Druzhba elevou a tensão entre países da região. A tubulação, que leva petróleo russo a Hungria e à Eslováquia via Ucrânia, permanece em foco de acusações sobre motivos políticos para a paralisação. Orbán e o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, sinalizam leituras distintas sobre a causa do problema.

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