- Hungria convocou o embaixador da Ucrânia em protesto contra a possível incorporação de dois cidadãos étnicos húngaros, que segundo Budapeste não deveriam ter sido chamados às forças armadas.
- O ministro das Relações Exteriores húngaro, Péter Szijjártó, afirmou que um dos homens tinha dispensa do serviço militar e o outro enfrentava questões mentais.
- A Ucrânia não respondeu a pedidos de comentário sobre o tema; o governo húngaro disponibilizou um vídeo com a explicação.
- A tensão acontece em meio à campanha eleitoral de abril, em que o primeiro-ministro Viktor Orbán tem destacado a escolha entre “guerra ou paz” e mantém laços cordiais com a Rússia.
- As tensões bilaterais aumentaram também em torno do turismo de petróleo via oleoduto Druzhba, com Orbán e o primeiro-ministro da Eslováquia citando motivos políticos para a interrupção do fluxo.
Hungária pediu explicações a Kyiv sobre a convocação de dois cidadãos ucranianos que seriam de etnia húngara. O governo de Budapeste informou que a missãa de alistamento foi injusta e pediu esclarecimentos formais ao embaixador da Ucrânia, em reação ao episódio.
O ministro das Relações Exteriores húngaro, Peter Szijjártó, alegou que os dois homens teriam sido convocados indevidamente para o serviço militar. Segundo ele, um deles possuiria dispensa militar e o outro enfrentaria questões de saúde mental. Não houve verificação independente dessas afirmações até o momento.
Szijjártó divulgou, por meio de uma postagem em redes sociais, que o embaixador ucraniano foi convocado para ouvir o protesto de Budapeste contra as convocações violentas e a perseguição em nível de rua. O ministério das Relações Exteriores da Ucrânia não respondeu a pedidos de comentário.
Tensão diplomática e convocação
Pouco antes, o premiê Víktor Orbán tem usado a disputa para a campanha eleitoral de 12 de abril, apresentando o tema como uma escolha entre guerra e paz. Hungria mantém relações próximas com a Rússia e não envia armas à Ucrânia, divergindo de grande parte da União Europeia.
Além disso, a interrupção do fluxo de petróleo pela rota Druzhba elevou a tensão entre países da região. A tubulação, que leva petróleo russo a Hungria e à Eslováquia via Ucrânia, permanece em foco de acusações sobre motivos políticos para a paralisação. Orbán e o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, sinalizam leituras distintas sobre a causa do problema.
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