- Motta defende a indicação de Odair Cunha (PT-MG) para ministro do Tribunal de Contas da União, em substituição a Aroldo Cedraz, chamando Cunha de equilibrado e sem viés ideológico.
- A articulação ocorreu após acordo com o governo federal, mas depende de diálogo com as lideranças.
- Odair Cunha é formado em Direito; já foi presidente estadual do PT em Minas Gerais e secretário de Governo na gestão de Fernando Pimentel.
- Do lado oposto, o Partido Liberal apoia Hélio Lopes (PL-RJ) para a vaga, com apoio de cerca de oitenta parlamentares e do ex-presidente Jair Bolsonaro.
- Em outra frente, Motta elogiou a PEC da Segurança Pública e o fim da escala 6×1, além de mencionar debates sobre apostas, regras de transição e audiências públicas na Comissão de Constituição e Justiça.
Hugo Motta, presidente da Câmara, apoiou a indicação do deputado Odair Cunha para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), substituindo Aroldo Cedraz. A declaração ocorreu durante a primeira entrevista ao vivo de 2026, concedida ao portal Metrópoles na quinta-feira (26).
Motta afirmou que Cunha é um parlamentar equilibrado e, apesar de filiação ao PT, não carrega um viés ideológico de extrema esquerda. O apoio seria resultado de entendimento com o governo federal, mas depende de articulação com cada liderança.
Odair Cunha, formado em Direito, já foi presidente estadual do PT em Minas Gerais e secretário de Governo durante a gestão de Fernando Pimentel. Na Câmara, defendeu cannabis medicinal, discussões sobre acumulação de cargos por profissionais da educação e apresentou requerimentos em tributo ao MST.
Hélio Lopes é apontado pelo PL como alternativa à indicação de Cunha. O deputado ressaltou apoio de cerca de 80 parlamentares e do ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo nota da sigla.
Contexto político e institucional
O processo de escolha para o TCU ganha entrada em meio aos debates sobre a atuação da Corte, incluindo a fiscalização de operações como a liquidação do Banco Master. A auditoria provocou atrito com o Banco Central, que contestou a autonomia de atos do TCU. Também é alvo de avaliação o uso de dados de ministros do STF por servidores da Receita Federal.
Pauta legislativa e segurança pública
Motta elogiou a PEC da Segurança e a proposta de endurecer a atuação policial no país, conhecida como PEC da Segurança Pública, que divide opiniões. Também destacou aprovação de projeto antifação relacionado às ações de segurança pública.
Quanto às apostas esportivas, o tema Bets foi discutido em relação a tributação de 15% para financiar o Fundo Nacional de Segurança Pública, mas o Cide-Bets foi rejeitado. O deputado sustentou que a taxação não seria benéfica e que a legalização gradual é o caminho adequado.
Outro tema em pauta é a redução da jornada de trabalho, com Motta citando pesquisas de popularidade. Ele não defende uma escala fixa, mas ressalta a necessidade de regra de transição. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deve promover audiências para ouvir setores e sociedade civil.
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