- Irã e Estados Unidos retomam negociações indiretas em Genebra para resolver a disputa nuclear, com mediação de Omã, e participação de Steve Witkoff e Jared Kushner.
- O Irã apresentou uma proposta de acordo, condicionada à manutenção do direito simbólico de enriquecer urânio e à não imposição de controles ao programa de mísseis balísticos.
- Abbas Araqchi, ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, reuniu-se com o mediador omanense Badr Albusaidi, antes do início da rodada.
- As posições iniciais estão distantes: EUA defendem suspensão do enriquecimento e limitação de mísseis; Teerã busca redução do programa em troca do levantamento de sanções.
- Trump garantiu ação militar caso o Irã avance com mísseis capazes de atingir os EUA; Teerã afirma que não desenvolve armas nucleares e chama as acusações de “grandes mentiras”.
O Irã e os Estados Unidos retomaram nesta quinta-feira as negociações em Genebra para resolver a disputa nuclear e evitar novos ataques. As conversas ocorrem de forma indireta, buscando avançar em um acordo pacífico e evitar escaladas militares.
Participam das negociações o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e o genro do presidente americano, Jared Kushner, representando Washington, com o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irã, Abbas Araqchi. O mediador é o ministro de Omã, Badr Albusaidi.
A reunião ocorre após encontros anteriores na mesma cidade e visa resolver impasses de décadas. O Irã apresentou uma proposta para um acordo, segundo a agência Irna, que afirma ter eliminado pretextos dos EUA em relação ao programa nuclear pacífico.
Proposta iraniana e condições
Araqchi disse que o objetivo é um acordo justo e equitativo no menor tempo possível, mantendo o Irã firme em não buscar armas nucleares. Teerã também exige o direito de enriquecer urânio e não aceitar controles sobre o programa de mísseis balísticos, como condição para reduzir a atividade nuclear.
Os EUA mantêm posição de limitar o enriquecimento de urânio iraniano e restringir os mísseis balísticos, além de discutir sanções. As negociações começam com posições distantes, refletindo divergências sobre o que pode ser concedido por cada lado.
Contexto internacional e desdobramentos
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que avanços sobre mísseis são essenciais para qualquer progresso global. O diálogo acontece em meio a pressões por diplomacia firme, sem previsões de resultados imediatos, e com envolvimento de países moderadores da região.
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