- Uma empresa de Gaza, Masoud & Ali Contracting Co (MACC), foi contratada para construir um conjunto habitacional financiado pelos Emirados Árabes Unidos na faixa sul de Gaza sob controle militar israelense, segundo quatro fontes.
- O projeto, chamado por alguns diplomatas de “Emirates City”, ocuparia cerca de 74 acres e acomodaria dezenas de milhares de pessoas em unidades pré-fabricadas em várias andares.
- MACC cooperaria com duas empresas egípcias para a obra, que ainda não começou, em parte porque Israel não aprovou os planos.
- Os Emirados ainda não anunciaram formalmente o plano de habitação, mas já declararam apoio a esforços de reconstrução em Gaza dentro de um marco liderado pelos EUA.
- O acordo acontece no contexto de um plano norte-americano para reconstrução de Gaza, com financiamento de doações internacionais, incluindo os Emirados, que já são um dos maiores doadores.
O acordo envolve uma empresa de Gaza contratada para erigir um recinto habitacional financiado pelos Emirados Árabes Unidos, destinado a dezenas de milhares de palestinos deslocados. O empreendimento ocorreria em parte de Gaza sob controle militar israelense, segundo quatro fontes israelenses e de negócios palestinos.
A empresa identificada é a Masoud & Ali Contracting Co (MACC), sediada em Gaza, que apoiaria o projeto com duas firmas egípcias, conforme as mesmas fontes. O plano prevê cerca de 74 acres e unidades pré-fabricadas, empilhadas em vários andares, para abrigar comunidades deslocadas.
O projeto ainda não começou officialmente, pois falta aprovação de Israel para os planos. Também não houve anúncio público pela UAE sobre o empreendimento, conhecido entre diplomatas como Emirates City.
Contexto e financiamentos
O plano de reconstrução de Gaza faz parte das conversas lideradas pelo governo de Donald Trump, sob a proposta de um cessar-fogo que incluiria desarmamento do Hamas e retirada israelense em etapas. Em recente conferência, a UAE comprometeu US$ 1,2 bilhão para Gaza, sem detalhes sobre o alojamento.
A iniciativa também envolve coordenação com o Board of Peace e com a comissão technocrática palestina, segundo informações de diplomatas. A Emirados Árabes Unidos tem sido um dos maiores doadores a Gaza desde 2023, mantendo relações próximas com Israel desde 2020.
Uma fonte palestina com conhecimento direto do plano afirma que MACC e as empresas egípcias teriam sido contratadas por uma grande empresa do Egito, com pagamento previsto pela UAE. As obras ainda dependem de sinal verde de Israel para avançar no terreno.
Especialistas destacam que a participação de uma firma palestina pode reduzir resistências locais, ao criar empregos e manter hábitos de construção compatíveis com a região. A viabilidade financeira e operacional depende de aprovações e da aceitação pela população local.
A MACC já atuou em Gaza e na Cisjordânia, executando grandes projetos com apoio de parceiros internacionais. A empresa afirma ter experiência em infraestruturas hídricas, energéticas e de construção, fortalecendo o papel local na recuperação.
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