- Flávio Bolsonaro afirmou que as decisões do PL têm aval do pai, Jair Bolsonaro, e detalhou o xadrez do partido estado a estado.
- Em Santa Catarina, Carlos Bolsonaro disputará o Senado ao lado de Caroline De Toni, apoiando a reeleição do governador Jorginho Melo.
- No Distrito Federal, a estratégia envolve duas pessoas para o Senado: Bia Kicis e Michelle Bolsonaro.
- No Rio de Janeiro, o PL já definiu Douglas Ruas como candidato ao governo, com Cláudio Castro e Márcio Canella como pré-candidatos ao Senado.
- No Rio Grande do Sul e em Mato Grosso, Zucco deve concorrer ao governo com Sanderson ao Senado, e Wellington Fagundes (governo) com Zé Medeiros (senado), respectivamente; ocorreu também a mediação de conflitos internos envolvendo Eduardo Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro, senador pelo PL e pré-candidato à Presidência, detalhou nesta quarta-feira o xadrez eleitoral do partido para as eleições de outubro. As estratégias têm aval do pai, Jair Bolsonaro, segundo ele, e incluem a aposta em uma “bancada da família” em Santa Catarina e no Distrito Federal. As declarações foram feitas ao deixar a Papudinha, em Brasília, após visitar o pai, preso por suposta tentativa de golpe.
O senador afirmou que já tomou decisões validadas pelo pai e que seguirá com as indicações estado a estado, mantendo o planejamento alinhado com o que foi acordado. O objetivo é ampliar a presença do PL tanto na Câmara quanto no Senado, aproveitando vínculos familiares já consolidados.
Santa Catarina
Flávio confirmou a ida do irmão Carlos Bolsonaro para SC, para atuar como pré-candidato a senador ao lado de Caroline De Toni. A chapa apoia a reeleição do governador Jorginho Mello, do PL, e o entorno afirma que Carlos tem vínculos históricos com o estado e pode fortalecer a candidatura.
Distrito Federal
Para o DF, o plano é formar duas candidatas ao Senado: Bia Kicis e Michelle Bolsonaro, também pelo PL. Segundo o senador, as duas representam quadros relevantes para a chapa distrital e devem compor a estratégia local.
Rio de Janeiro
No Rio, o cenário já estava definido após anúncios recentes. O PL indica Douglas Ruas para governador, Rogério Lisboa como vice e trabalha para a eleição de Cláudio Castro ao Senado. Além disso, o partido pretende apoiar Márcio Canella para a outra vaga no Senado.
Rio Grande do Sul
No RS, a pré-candidatura ao governo fica com Tenente-Coronel Zucco, do PL, possivelmente em aliança com o PP. O candidato ao Senado seria Ubiratan Sanderson, conforme o planejamento do partido para o estado.
Mato Grosso
Em Mato Grosso, Wellington Fagundes é o pré-candidato ao governo pelo PL, com Zé Medeiros apontado como pré-candidato ao Senado. A linha estratégica aponta para presidencialismo regional com foco na frentes locais.
Mediação de conflitos internos
Flávio afirmou que buscará conversar com aliados que discordaram publicamente de decisões internas, incluindo Eduardo Bolsonaro. Ele vê a divergência como resultado da ansiedade de alguns dirigentes que estão temporariamente afastados, e disse que pretende resolver as arestas individualmente.
A atividade de Flávio Bolsonaro reforça a leitura de que o PL trabalha para consolidar alianças regionais estratégicas, mantendo o apoio familiar como eixo de atuação e o bastião de base em estados-chave.
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