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Ministros italianos acusados de grave erro; policial é preso por assassinato

Caso de policial preso por homicídio em Milão aumenta o embate sobre proteção a agentes em autodefesa e reforma da justiça

Milan’s chief prosecutor, Marcello Viola, at Monday’s press conference.
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  • Um policial foi preso por homicídio suspeito após disparo mortal contra um homem marroquino, Abderrahim Mansouri, de 28 anos, durante patrulha de droga em Rogoredo, Milão, no fim de janeiro.
  • O oficial Carmelo Cinturrino alegou legítima defesa, dizendo ter sido atacado com uma arma; testemunhas, porém, indicaram que Mansouri não empunhava arma.
  • A investigação aponta que uma arma encontrada no local, que disparou apenas de fogos de artifício, pode ter sido colocada para sustentar a versão de Cinturrino.
  • Vídeos de vigilância indicam que a vítima não estava armada quando foi atacada; a polícia sustenta que Mansouri temia o oficial e pretendia denunciá-lo por supostos

cobranças de drogas e proteção.

  • O caso alimenta a controvérsia sobre um projeto de lei de segurança do governo que facilita a proteção de agentes usando arma em defesa; oposicionistas acusam uso político do caso.

O caso envolve uma prisão de um agente de polícia italiano por suspeita de homicídio, ocorrido após a morte de um homem marroquino durante uma patrulha de drogas em Milão. O policial Carmelo Cinturrino, assistente-chefe da delegacia de Mecenate, foi detido nesta segunda-feira, após investigação que contestou a versão de self-defence apresentada inicialmente. A vítima foi Abderrahim Mansouri, de 28 anos, assassinada no bairro Rogoredo no fim de janeiro.

De acordo com os investigadores, há evidências de que a versão de Cinturrino pode não condizer com os relatos de testemunhas. O Ministério Público aponta que Mansouri não empunhava arma quando foi atingido e que a arma encontrada no local pode ter sido colocada próximo ao corpo posteriormente. A denúncia sustenta que Mansouri temia o policial e tentava registrá-lo por supostos pedidos de drogas e proteção.

As apurações incluem imagens de videomonitoramento que, segundo a Procuradoria, demonstram que a vítima não portava arma no momento do ataque. A defesa de Cinturrino, representada pelo advogado Piero Porciani, afirma que o policial agiu por medo e reconhece que houve erro, sem que isso envolva recebimento de dinheiro.

Contorno político e reação do governo

O caso gerou embate político na Itália. O governo de Giorgia Meloni havia utilizado o episódio para sustentar um projeto de lei que ampliaria a proteção a oficiais que utilizem armas em defesa própria. O texto já foi aprovado no início de fevereiro, mas ainda depende de sanção oficial.

O ministro do Interior, Matteo Salvini, e outros membros da coalizão defenderam a atuação do policial e criticaram investigações que, na visão deles, prescindem de rapidez. Do outro lado, líderes da oposição destacaram possível instrumentalização do caso para fins políticos.

Repercussões legais e judiciais

A acusação de homicídio permanece sob apuração, com o caso ganhando relevância num momento de debate sobre mudanças no sistema de justiça. A oposição acusa a gestão Meloni de explorar o episódio para avançar reformas com impacto político. Em meio a isso, o tema tem conexão com o plebiscito sobre a reforma do Judiciário, já alvo de críticas de quem vê risco de influência política.

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