Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Irã afirma direito de protesto estudantil, com limites

Estudantes iranianos têm direito a protestar, mas com limites; novas manifestações elevam a pressão interna e internacional

Esta captura de vídeo, extraída de imagens geradas por usuários postadas em redes sociais e verificadas pelas equipes da AFPTV em Paris em 21 de fevereiro de 2026, mostra iranianos em confronto perto do Departamento de Engenharia Aeroespacial da Universidade Sharif, em Teerã. Enquanto alguns repetem "vergonhoso" em farsi, um cântico comum em protestos antigovernamentais, outros agitam a bandeira da República Islâmica do Irã. Estudantes iranianos entoaram slogans antigovernamentais em manifestações em memória das pessoas mortas durante uma recente onda de protestos, conforme noticiado pela mídia local e da diáspora em 21 de fevereiro de 2026, quando grupos que protestavam contra a liderança clerical se confrontaram com outros que manifestavam apoio ao governo. Foto por UGC / AFP
0:00
Carregando...
0:00
  • Estudantes universitários no Irã têm direito a protestar, mas devem entender e respeitar os limites, segundo a porta-voz do governo Fateme Mohayerani.
  • As manifestações começaram no fim de semana com alunos em vários campi, incluindo apoio e críticas ao governo.
  • Gritos usados nos protestos são os mesmos de fases anteriores, quando ONG apontam milhares de mortos em repressões.
  • A administração iraniana cita atos terroristas fomentados por Estados Unidos e Israel como responsáveis pela violência durante os protestos.
  • Uma missão de investigação foi anunciada para apurar as causas e fatores dos protestos, com relatório previsto.

Os protestos estudantis voltaram a ganhar as ruas do Irã neste fim de semana, com novos registros na segunda-feira. A porta-voz do governo, Fateme Mohayerani, afirma que os estudantes têm direito de protestar, desde que respeitem limites, em resposta às mobilizações ocorridas recentemente no país. A declaração foi feita nesta terça-feira.

Os alunos iniciaram o novo semestre letivo no sábado com manifestações a favor e contra o governo, segundo a imprensa local. Alguns manifestantes repetiram lemas usados nos protestos anteriores, que ONG internacionais atribuem a milhares de mortes nas ações de segurança.

Contexto internacional e referências oficiais

O regime iraniano enfrenta pressão externa, com o governo dos EUA incentivando um acordo sobre o programa nuclear. Washington mobilizou forças navais e aéreas no Oriente Médio, sem, porém, romper a via diplomática.

Mohayerani destacou que certas linhas, como símbolos sagrados e a bandeira nacional, precisam ser protegidas, e que a violência não deve ultrapassar esses limites, mesmo no momento de revolta. Ela reconheceu que a ira dos jovens é compreensível diante das circunstâncias.

Histórico recente de protestos no Irã

Na sexta-feira, organizações de direitos humanos relataram que, desde dezembro, o país tem enfrentado protestos de protestos generalizados, com foco no custo de vida. Nos dias 8 e 9 de janeiro, novas manifestações ocorreram em várias cidades, ampliando o debate público.

A HRANA, agência de direitos humanos com base nos EUA, estima que as mortes possam superar os números divulgados pelas autoridades iranianas. Enquanto isso, o governo admite mais de 3 mil óbitos, atribuindo a violência a atos terroristas fomentados por potências estrangeiras.

Mohayerani informou que uma missão de investigação está em curso para apurar as causas e os fatores que levaram aos protestos, com a expectativa de apresentar um relatório.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais