- O Conselho de Ética da Alesp abriu hoje um processo disciplinar que pode cassar o mandato do deputado Lucas Bove (PL), réu por violência doméstica contra a ex-esposa Cíntia Chagas; decisão unânime, com relatoria de Emídio de Souza.
- A abertura foi motivada por representação apresentada pela deputada Mônica Seixas (PSOL); outra representação da deputada Paula da Bancada Feminista (PSOL) foi arquivada.
- Bove é investigado em duas outras denúncias apresentadas no Conselho de Ética, analisadas ainda neste primeiro semestre, segundo o presidente do órgão, Delegado Olim (PP).
- O deputado não compareceu à sessão; houve acusações de violência de gênero contra ele feitas por parlamentares e também denúncias de agressões a deputadas, com relatos de constrangimento e de ações repetidas no plenário.
- Houve protesto no plenário em apoio às denunciantes; o caso já tramita em segredo de justiça após o MPF ter tornado Bove réu por violência doméstica e psicológica contra Cíntia Chagas.
O Conselho de Ética da Alesp abriu nesta tarde um processo disciplinar que pode cassar o mandato do deputado Lucas Bove (PL). Ele é réu em ação por violência doméstica contra a ex-mulher. A apuração envolve ainda denúncias de violência política de gênero.
A instauração ocorreu por voto unânime entre os membros do Conselho. O caso fica sob a relatoria do deputado Emídio de Souza (PT). A denúncia foi apresentada pela deputada Mônica Seixas (PSOL), com base em supostas agressões verbais durante sessões.
A ação envolve, ainda, outras duas representações apresentadas após a divulgação do caso envolvendo Cíntia Chagas. Bove nega as acusações e não compareceu à sessão de hoje, que também discutiu represálias contra parlamentares que o denunciaram.
Desdobramentos do caso
Segundo as denúncias, Bove é investigado pelo MPF por violência política de gênero, a partir de relatos de Mônica Seixas e Paula da Bancada Feminista (PSOL). As parlamentares afirmam constrangimento com aproximações inadequadas do deputado.
Representações contra as deputadas que denunciaram o caso também foram arquivadas pelo Conselho de Ética. A sessão ouviu relatos de que a violência vivida na Casa precisa ser enfrentada com consistência institucional.
A defesa de Bove sustenta que as acusações são falsas e que serão apresentadas provas para demonstrar a inocência. O processo tramita com segredo de Justiça, mantendo o andamento sob reserva.
Houve protesto no plenário com a presença de apoiadores de Mônica e Paula, que reivindicaram cassação do deputado e o fim da violência contra parlamentares. O ambiente na Casa manteve tensão durante a sessão.
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