- O político francês Raphael Glucksmann afirmou que os Estados Unidos, sob o presidente Donald Trump, não são mais aliados da França e da Europa, criticando a suposta interferência de Washington nos assuntos europeus.
- Glucksmann, eurodeputado e possível candidato à eleição presidencial de 2027, pediu uma postura mais firme dos líderes europeus diante da administração americana.
- Ele não detalhou o que considerava intervenção, mas mencionou tensões em torno de um possível controle dos EUA sobre a Groenlândia.
- A França tem divergências com os EUA em questões que vão do comércio à política externa e à guerra na Ucrânia.
- Nesta semana, a França restringiu o acesso do embaixador dos EUA, Charles Kushner, a autoridades do governo após ele não responder a uma intimação sobre comentários da embaixada norte‑americana nas redes sociais sobre a morte de um ativista francês de extrema direita.
Raphael Glucksmann, figura central da centro-esquerda francesa, afirmou nesta terça-feira que os Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, não seriam mais um aliado da França e da Europa. A declaração foi feita à emissora LCI, em Paris.
Segundo o político, que atua como eurodeputado e é potencial concorrente às eleições presidenciais de 2027, a parceria estratégica que durou 80 anos estaria encerrada. Ele também pediu posicionamento mais firme da União Europeia frente à administração norte-americana.
Glucksmann ressaltou que não são apenas os Estados, mas governos que interferem nos assuntos europeus. O tom duro intensifica o atrito entre as duas potências, que já envolveu temas comerciais, diplomáticos e a guerra na Ucrânia.
Contexto diplomático
A tensão entre França e EUA acompanha disputas recentes em negociações comerciais e em temas de política externa. Além disso, o governo francês restringiu o acesso do embaixador dos EUA, Charles Kushner, a ministros do governo, após ele não atender a uma intimação sobre comentários da embaixada.
O impasse ocorre em meio a debates sobre o papel da França na segurança europeia e a influência norte-americana em decisões diplomáticas. A situação costuma ampliar o escrutínio sobre as alianças estratégicas da UE com Washington.
Dados de publicações de outubro mostram Glucksmann com apoio entre 12% e 14%, crescendo frente a rivais de esquerda e direita. Pesquisas recentes variam conforme o instituto, com cenários diferentes para o cenário de 2027.
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