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África do Sul diz que maioria dos 17 homens recrutados para lutar pela Rússia deve retornar

Onze dos dezessete sul-africanos recrutados para lutar pela Rússia devem retornar em breve; dois permanecem na Rússia, um em hospital em Moscou

Ukrainian serviceman throws a grenade during a training, amid Russia's invasion of Ukraine, in Donbas region, Ukraine April 8, 2023. REUTERS/Yan Dorbronosov/File Photo
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  • 11 dos 17 homens atraídos para lutar pela Rússia na Ucrânia devem retornar em breve ao país; quatro já retornaram na semana anterior.
  • Outros dois permanecem na Rússia, um deles hospitalizado em Moscou, segundo a assessoria da Presidência da África do Sul.
  • O presidente Cyril Ramaphosa conversou por telefone com o presidente russo, Vladimir Putin, sobre o destino do grupo.
  • Relatos de recrutamento enganoso para lutar pela Rússia vêm aumentando; há estimativa de que mais de mil kenianos tenham sido recrutados, segundo uma inteligência do país.
  • África do Sul busca manter posição de não alinhamento no conflito, preservando laços com a Rússia, apesar de leis locais que proíbem apoio militar a outros países sem autorização.

South Africa informou que 11 dos 17 homens atraídos a lutar pela Rússia na Ucrânia devem retornar ao país em breve. Quatro já voltaram na semana passada, segundo comunicado do gabinete do presidente Cyril Ramaphosa.

Dois continuam na Rússia, sendo um hospitalizado em Moscou, conforme apurado pelo governo sul-africano. A informação foi divulgada após Ramaphosa tocar o tema em telefone com o presidente russo, Vladimir Putin, neste mês.

Os 17 cidadãos haviam enviado pedidos de ajuda ao governo em novembro, quando ficaram presos na região de Donbass. A situação ocorre em meio a relatos de recrutamento de africanos para o conflito, com impactos diplomáticos entre Moscou e países envolvidos.

A África do Sul busca manter postura de não alinhamento no conflito, preservando relações com Moscou por meio de ligações regionais e econômicas. A legislação sul-africana proíbe o suporte militar a governos estrangeiros sem autorização.

Sob a lei local, cidadãos não podem atuar em forças estrangeiras sem autorização formal. O Donbass permanece sob controle de forças russas, com combates intensos desde a invasão da Ucrânia.

Fontes: gabinete presidencial sul-africano e contatos com autoridades russas. Agência Reuters acompanhou o caso, que também envolve outras nações africanas diante de recrutamentos para o conflito.

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