- Lula defendeu uma governança global da inteligência artificial centralizada na Organização das Nações Unidas, em Nova Délhi, durante a Cúpula sobre o Impacto da IA.
- O presidente afirmou que, sem regulamentação, a IA pode gerar conteúdos manipulados que distorcem eleições, afetando democracia, coesão social e soberania dos países.
- Argumentou que algoritmos representam poder e, sem ação coletiva, a IA pode aprofundar desigualdades históricas, destacando a concentração de recursos em poucos países e empresas.
- Não mencionou diretamente regulamentação de redes sociais, mas pediu regras para as big techs para combater radicalização política e monetização de conteúdos chamativos.
- Encerrou ao destacar as contribuições históricas da Índia e a necessidade de enfrentar dilemas éticos da IA, como justiça, diversidade, inclusão e resiliência.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu, em Nova Délhi, uma governança global da inteligência artificial, centralizada na ONU. O discurso ocorreu durante a Cúpula sobre o Impacto da IA, na quinta-feira (19). OBrasil destacou a importância de regulação para evitar danos à democracia.
Lula afirmou que avanços tecnológicos trazem benefícios, mas sem regulação a IA pode gerar conteúdos manipulados que distorcem eleições e prejudicam a democracia, a coesão social e a soberania nacional. Ele chamou atenção para a concentração de poder em algoritmos e dados.
Também criticou a concentração de recursos das big techs em poucos países, citando desigualdades históricas. Utilizou dados sobre acesso à eletricidade e à internet para fundamentar a relação entre tecnologia e poder.
Regulação das big techs e impactos
O presidente não mencionou explicitamente a regulação das redes sociais, mas pediu regras para as grandes empresas do setor, com o objetivo de combater a radicalização política e a monetização de conteúdos chamativos.
Lula ressaltou ainda a influência da Índia no avanço humano em diversas áreas e destacou dilemas éticos sobre justiça, diversidade, inclusão e resiliência. Essas referências servem para sustentar a busca por respostas frente à IA.
A fala foi pronunciada na capital indiana, que Lula chamou de terra natal do mundo digital, reforçando a necessidade de cooperação internacional para enfrentar os desafios da IA.
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