- A Rússia pediu que países europeus apresentem dados concretos para sustentar as acusações de envenenamento de Alexei Navalny com toxina de sapo-dardo, feitas por Reino Unido, França, Alemanha, Suécia e Holanda.
- Segundo a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, as acusações eram vagas e serviram para marcar presença na conferência de Munique, sem detalhes específicos.
- Os países europeus disseram que análises de amostras do corpo de Navalny confirmaram a presença de epibatidina, toxina encontrada em sapos-dardo da América do Sul e não comum na Rússia.
- O Kremlin rejeitou as acusações. A viúva de Navalny, Yulia Navalnaya, afirmou que a verdade sobre a morte do marido foi revelada.
A Rússia pediu que países europeus que acusaram Moscou de envenenamento do opositor Alexei Navalny com toxina de rã-pimenta apresentem dados concretos que sustentem a acusação. A frase é de Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, nesta quarta-feira em Moscou.
Britânicos, franceses, alemães, suecos e holandeses afirmaram, no sábado, que análises de amostras do corpo de Navalny indicaram a presença de epibatidina, toxina de rãs-pimenta da América do Sul, não existente naturalmente na Rússia. Eles ressaltaram que a Rússia tinha o “meio, o motivo e a oportunidade” para administera-la.
Zakharova afirmou que as acusações feitas até agora eram de alta probabilidade, sem detalhes específicos, e justificou que a declaração pareceu preparada para a conferência de Munique sobre segurança e para ofuscar os arquivos Epstein. Ela pediu dados concretos sobre o caso.
Reação oficial
O Kremlin rejeitou de modo veemente as acusações europeias. Yulia Navalnaya, viúva do político falecido, declarou que a verdade sobre a morte do marido teria sido finalmente revelada. Autoridades britânicas, alemãs, francesas, suecas e holandesas não traçam conclusão final sem novas informações.
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