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Rússia resiste à possibilidade de usina nuclear dos EUA na Armênia

Rússia contesta planos dos EUA para usina nuclear na Armênia, apontando riscos sísmicos e sinalizando disputa por influência regional

Russian Defence Minister Sergei Shoigu arrives at the Kremlin in Moscow
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  • Rússia critica fortemente as propostas dos Estados Unidos para construção de uma usina nuclear na Armênia, sinalizando preocupação com a perda de influência energética.
  • A Armênia avalia propostas de várias empresas, incluindo norte-americanas, russas, chinesas, francesas e sul-coreanas, para substituir a usina nuclear existente.
  • O secretário do Conselho de Segurança russo, Sergei Shoigu, afirmou que a tecnologia soviética manteve a planta ante um terremoto de trinta e um anos atrás e indicou preocupações de segurança com o plano americano.
  • O acordo assinado pelo vice-presidente dos EUA,James Vance, durante visita à Armênia, poderia abrir caminho para a construção da usina e um reforço da parceria com os EUA.
  • Em meio a tensões, a Rússia, tradicional aliada, vê a movimentação norte-americana como parte de um esforço dos EUA para ampliar influência no Cáucaso do Sul, onde Moscou encara concorrência regional.

A Rússia reagiu com diligência à possibilidade de um complexo nuclear nos moldes dos EUA em Armênia. Executivos russos questionam a viabilidade de propostas norte-americanas e temem perder um negócio energético estratégico na região.

Durante visita a Armênia nesta semana, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, assinou acordo que pode abrir caminho para a construção de uma usina nuclear e marcar uma nova etapa na parceria entre os dois países.

O secretário de Conselho de Segurança russo, Sergei Shoigu, afirmou que a tecnologia soviética já mostrou robustez em desastres passados e indicou que planos com tecnologia americana elevam preocupações de segurança, destacando a atividade sísmica da Armênia.

Contexto e impactos regionais

Armênia acompanha propostas de US, Rússia, China, França e Coreia do Sul para substituir a única usina nuclear existente, Metsamor, de fabricação russa. A escolha de um consórcio americano seria um duro golpe para a Rosatom, líder no setor.

Diversos oficiais russos destacaram possíveis prazos e custos. O vice-ministro das Relações Exteriores, Mikhail Galuzin, sugeriu que a Rosatom pode agir rapidamente na Armênia com condições atrativas. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, avaliou que designs dos EUA ainda não foram testados e podem superar estimativas.

O tema expõe a diferença de influência na região do Cáucaso-Sul, onde a Armênia busca diversificar fornecedores de energia, mantendo tradições de cooperação com a Rússia, ao mesmo tempo em que aumenta relações com Washington.

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