- Os Estados Unidos anunciam medidas para impedir venda de petróleo à Cuba, com movimentação naval perto da Venezuela e ameaça de tarifas em 29 de janeiro para combater o fornecimento de combustível.
- A crise energética cubana se agrava: menos combustível, queda no uso de carros, uso de carvão ou madeira para cozinhar e retração do turismo, com companhias aéreas suspendendo voos e hotéis fechando.
- O governo cubano anuncia racionamento de energia; um hospital informou cancelamento de cirurgias e de transporte de pacientes por falta de combustível.
- Há reação internacional: México suspendeu shipments de petróleo e envia ajuda humanitária; Chile prometeu assistência, enquanto autoridades da ONU e outros criticam as medidas.
- Especialistas alertam para possível caos migratório se a situação não melhorar; país busca concessões econômicas, cooperação com Rússia e China, e compensação por propriedades expropriadas.
Cuba vive uma intensificação do aperto econômico promovido pelos Estados Unidos, enquanto Washington busca mudanças políticas no governo de Havana. O governo americano ameaça cortar vendas de petróleo à ilha e pressiona outros países para reduzir negócios com o regime, alegando risco à segurança nacional. A resposta cubana inclui medidas de racionamento de energia em meio a reservas cada vez menores.
O esfriamento nas importações levou a quedas no transporte, turismo e operação de hotéis. Companhias aéreas internacionais suspendem voos, empresas fecham unidades e embaixadas avaliam planos de evacuação. O governo cubano anunciu racionamento de energia e interrupções nos serviços hospitalares, com relatos de cancelamentos de cirurgias por falta de combustível.
O chefe da representação dos EUA em Havana, Mike Hammer, afirmou em entrevistas estar em contato com autoridades cubanas para promover mudanças políticas neste ano. A estratégia representa uma repetição de táticas vistas na Venezuela, segundo analistas, com condições que favoreçam negociações com concessões econômicas ao país.
A medida de força dos EUA intensifica críticas internacionais. A ONU e diversos legisladores questionaram a severidade das ações e o impacto humanitário. Países da região, como México e Chile, anunciaram ajuda humanitária e manifestações de preocupação com a crise cubana.
Contexto internacional e perspectivas
Especialistas apontam que o apoio externo pode ser limitado se não houver concessões significativas. Em Havana, o governo avalia alternativas para manter a população minimamente abastecida, incluindo cooperação com parceiros que ofereçam apoio humanitário.
Analistas destacam que a crise pode aumentar fluxos migratórios caso a situação se agrave. O governo cubano tem buscado alternativas para evitar rupturas maiores no fornecimento de energia, ao mesmo tempo em que recebe críticas por restrições econômicas.
Países aliados, entre eles China e Rússia, já sinalizam ajuda humanitária e consideram manter relações estáveis com Havana. A equação envolve pressões externas, custos sociais para a população e possíveis reajustes nas relações com Washington.
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